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Polícia liga casos de desaparecidos à guerra entre facções

Delegado fala sobre nova tática dos bandidos

Antes as facções matavam as pessoas no meio da rua para mostrar poder, mas a tática vinha trazendo prejuízos para os criminosos, isso porque a polícia chegava aos acusados com mais facilidade e a investigação nos locais das mortes espantava os compradores de drogas. A nova tática usada pelos membros de organizações criminosas, segundo a polícia, é matar e sumir com o corpo. Com isso o registro de pessoas desaparecidas tem aumentado.

Desde domingo a Polícia Civil está no bairro Airton Sena, em busca de uma cova rasa, onde possivelmente, pode estar enterrado o corpo do adolescente Tiago Batista Aguiar, de 17 anos. O jovem está desaparecido desde o dia 28 de agosto. A própria família acredita ele foi assassinado.

Procurar covas rasas é um serviço constante da polícia nos últimos dias. Só o delegado Rêmulo Diniz está investigando oito casos de pessoas desaparecidas, em que, a primeira linha de investigação é assassinato.

No dia 29 de agosto a polícia conseguiu encontrar o corpo do adolescente José da Silva Lima. Dez dias antes, uma câmera do sistema de vigilância, no bairro São Francisco, Flagrou o garoto saindo com um amigo de um campo de futebol. Depois daí não foi mais visto.

O corpo do jovem foi encontrado numa cova rasa no bairro Oscar Passos.

Segundo o delegado Rêmulo, o adolescente foi mais uma vítima do novo padrão escolhido pelas facções. “Existem muitos casos onde as pessoas, geralmente adolescentes, ainda saem de casa e ficam fora por alguns dias e depois retornam e não existem casos registrados de tráfico de órgãos, muitos desses desaparecimentos são vítimas das facções”, alertou.

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