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MP detalha esquema de corrupção na Emurb

Estimativa é de desvio de R$ 7 milhões do município

O Ministério Público decidiu pegar a investigação sobre os desvios de recursos da Emurb e dividir em 12 processos assim pode colocar as empresas envolvidas em ações separadas.

Em todas as denúncias aparecem os nomes de Jackson Marinheiro, ex-presidente, Jorge Ney Fernandes, diretor financeiro, e José Carlos Silva Fernandes, diretor operacional.

Eles são acusados de chefiar um grupo que desviou R$ 7 milhões do município. O principal esquema era aumentar as horas de máquinas e caçambas locadas pela Emurb.

A empresa A. R. Construções e Terraplanagens desviou, junto com funcionários da Emurb, quase R$ 200 mil; a Construtora Brasileira, mais R$ 671 mil; E. M. Castro ajudou a desviar R$ 721 mil; AGS Ltda R$ 332 mil; Ferronorte mais R$ 340 mil; Construtora Selva, onde a Emurb mantinha contrato de 13 caçambas e 7 máquinas o desvio chegou a R$ 1.687 milhão e na JMG mais R$ 1,380 milhão.

Em todos sesses casos, o MPE descobriu que as máquinas trabalhavam normalmente e as horas eram anotadas corretamente, mas quando chegavam no setor financeiro as horas eram multiplicadas.

Um exemplo para mostrar como funcionava as horas fictícias é uma máquina que em 2015 trabalhou 482 horas. O pagamento para a empresa, tirando os impostos, era de R$ 24 mil. No entanto, a Emurb pagou R$ 133 mil. Só nesse golpe, o grupo criminoso levou mais de R$ 90 mil. Essa mesma firma repetiu essa conta mais 29 vezes.

O caso que também chamou a atenção foi o fato de um assessor de Jackson Marinheiro, Alexandro de Souza Cabral, construir uma casa no Portal da Amazônia com materiais do almoxarifado da Emurb. Ele levava tijolos, areia e cimento.

O motorista do ex-presidente, Maycon das Chagas Ferraz, também fez o mesmo, construiu uma casa no bairro Placas retirando materiais da Emurb com autorizações assinadas por Jackson Marinheiro.

Segundo o promotor de Justiça Fabrício Cembranel, em 2013, a direção da Emub gastou R$ 1,5 milhão com combustível sem previsão em lei ou previsão orçamentária. Os valores dessas compras, feitas em dois postos de Rio Branco, não foram lançados no balanço patrimonial.

“Para disfarçar, o grupo colocou nas planilhas que não havia débitos nos referidos postos de abastecimento”, explicou. Todo o esquema foi detalhado por dois funcionários da Emurb que aceitaram fazer delação premiada e contaram como os desvios eram feitos.

Um deles, Carlos Henrique Souza da Silva, era chefe de Divisão de Transportes e Eliandra Conde da Silva era quem preenchia as planilhas com as horas fictícias.

A direção da Emurb era gulosa pelos recursos públicos. Inventou a compra de 7.000 sacos de cimento, gastando R$ 243 mil e mais R$ 612 mil com a compra de madeira. A empresa C.A Gotardo ajudou no esquema cedendo as notas fiscais falsas.
A Justiça acatou as denúncias e 12 pessoas que trabalhavam na Emurb e 13 empresários são réus, acusados de peculato, falsidade ideológica e organização criminosa.

O MPE ainda investiga onde o dinheiro desviado foi parar. As pistas indicam compra de imóveis e bens como veículos, mas quer se saber se também foi usado em campanha eleitoral.

 

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