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Proerd tenta mudar rotina de assassinatos e tráfico

Só esse ano, na Capital, mais de 330 homicídios

Formatura do Proerd, o programa da Polícia Militar de erradicação às drogas, pode ser uma das saídas para enfrentar a crescente violência do Estado. Na manhã dessa quarta-feira, o comando da PM realizou mais uma formatura de 800 crianças.
Elas passaram por curso que ajudaram a identificar o mal que as drogas podem trazer para seu futuro e sua família.
Quase ao mesmo momento do início da formatura, dois homens eram mortos no bairro Seis de Agosto, o que reforçou ainda mais às autoridades que é preciso de programas preventivos contra as drogas.

Contar os mortos por homicídios em Rio Branco é uma atividade diária. Só esse ano, na Capital, foram 330 homicídios. Em 98% dos casos, são jovens. Como na semana passada, quando um garoto de treze anos foi morto quando cometia um assalto.
O jovem morto era um pouco mais velho que os 800 alunos que participaram da formatura do Proerd na manhã dessa quarta-feira.

O programa da Polícia Militar, através de palestras e cursos, ensina como evitar as drogas e todos os males, ensinamento que fica na mente dessas crianças e que se reproduz. Como ensinou a Emini Vitória, de 11 anos, que falou sobre os prejuízos para quem consome ou vende drogas.

“A droga é um mal muito grande. Quem usa deixa de ser uma pessoa feliz, vive doente e não tem paz”, explicou.

O Proerd, explicou o secretário de Estado de Segurança, Emylson Farias, é uma das formas de tentar desviar os jovens do mundo do crime. “Evitando as drogas e identificando e evitando o seu negócio, esses estudantes têm uma chance de não ser alvo da violência crescente, principalmente das facções”, comentou.

Só esse ano, o Proerd formou 5 mil alunos. São crianças do quinto ano escolar com a média de 11 anos de idade. Atualmente, cada regional da Polícia Militar mantém instrutores do Proerd que são preparados para ensinar os alunos do bairro onde trabalham.

Por falta de recursos, o programa não atinge estudantes em idades mais avançadas, justamente o período onde mais precisa de apoio contra as drogas. O ensinamento de agora poderia ser reforçado amanhã.

Além de combate às drogas, os militares falam sobre outras violências que podem atingir esses alunos e suas famílias.

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