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Segurança em presídios do Acre pode piorar

Agentes penitenciários deixam de fazer trabalho extra

Os agentes penitenciários estão abrindo mão do banco de horas. A justificativa é de que o valor pago nos serviços extras é menos da metade do valor da hora normal trabalhada. Por mês, o agente pode receber até R$ 1,2 mil a mais no salário. Porém, as contas do sindicato da categoria não batem com o demonstrativo do Governo do Estado.

Sem acordo, a categoria vai deixar de fazer o trabalho extra. Isso, na visão do sindicato, pode comprometer a segurança nos presídios. Na unidade Francisco D’Oliveira Conde, por exemplo, 30% dos agentes que tiram serviço diariamente vêm do banco de horas.

No presídio Antônio Amaro, essa porcentagem chega a 50%. “Os carcereiros estão sendo subcontratados por causa do banco de horas. Isso compromete a qualidade do nosso serviço”, explica Lucas Bolzoni, presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Acre.

Em números atualizados, o estado conta com 1,2 mil agentes penitenciários. Para piorar, cerca de 200 deles estão afastados por problemas médicos, mas, principalmente, porque foram emprestados para outras secretarias ou estão prestando serviços administrativos no Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen).

“Os serviços estão sendo realizados normalmente. Todas as escoltas, as retiradas para atendimentos médicos, o serviço social está funcionando. A mudança no banco de horas serve para fortalecer o serviço prestado”, pondera Aberson Carvalho, diretor presidente do Iapen.

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