Segunda-Feira, 22 de Abril de 2019
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Polícia Civil conclui inquérito sobre morte de Maicline Borges

Foi apontado homicídio culposo (quando não intenção de matar)

A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte da jovem Maicline Borges. A jovem morreu durante um acidente no Riozinho do Rola, envolvendo dois jet skis, no mês de janeiro deste ano.

Segundo Karlesso Nespoli, delegado responsável pelo caso, o médico Eduardo Veloso foi indiciado por homicídio culposo, quando não ha intenção de matar.

O fato aconteceu no dia 12 de janeiro, no Riozinho do Rola, afluente do Rio Acre. Para a jovem Maicline Borges, 26 anos, era apenas um final de semana de lazer, mas a diversão terminou em tragédia.

Conforme investigação da Polícia Civil, Maicline estava na garupa do jet sky pilotado pelo empresário Otávio. Em outra moto aquática, o médico Eduardo Veloso vinha com a irmã da vítima, quando os veículos se chocaram e Maicline Borges perdeu a pena no acidente. Ela ainda chegou a ser socorrida, mas morreu momentos depois de dar entrada na UTI do Pronto Socorro de Rio Branco.

“Concluímos o inquérito, fizemos inclusive uma pericia complementar, fomos ao local do fato, observamos as dimensões do rio, as curvas. Ouvimos uma testemunha que mora praticamente em frente ao local do fato, que explicou para nós, um pouco, como se deu a dinâmica. E com o laudo complementar, aliado com as provas testemunhais, ao laudo de danos dos veículos, conseguimos finalizar o inquérito”, explicou o delegado.

De acordo com o laudo da perícia criminal, foram descumpridas as regras de tráfego fluvial. A Polícia Civil concluiu que o médico Eduardo Veloso foi o causador do acidente que vitimou a jovem. Ele foi indiciado pelo crime de homicídio culposo, quando não ha intenção de matar. “A Marinha inclusive por tratado internacional nós temos regras de condução de embarcações, então, como nós conseguimos constatar que o acidente teria ocorrido pelo lado a bombordo do rio, nós conseguimos constatar que não foi cumprida essa regra, como um acidente de transito que alguém entra na contramão e colide com outra pessoa”.

Para o delegado, que esteve no local do crime, tudo não passou de um acidente lamentável e o empresário Otávio não teve culpa da tragédia. O inquérito já foi remetido à justiça. “O que nós conseguimos constatar é que não houve intenção de matar. Foi uma fatalidade.”

Dona Rosenilda Costa, mãe de Maicline, vive até hoje sob efeito de medicamentos. Ela não aceita a ideia de a filha tão jovem tenha tido um fim tão trágico e precoce. “Eu sei que minha filha não volta nunca mais, mas eu quero que eles paguem pelo que eles fizeram, o delegado tem que responsabilizar esse homem. Não pode ficar assim. Uma pessoa morre e fica desse jeito?”.

A equipe do site Agazeta.net ligou para o médico Eduardo Veloso, mas ele disse que não poderia dar declaração sobre a acusação ainda.

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