Quinta-Feira, 20 de Junho de 2019
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Polícia

Marinha e PC estão investigando explosão de embarcação em CS

Laudo com todas as informações deve ficar pronto em até 90 dias

A explosão com a embarcação no Rio Juruá em Cruzeiro do Sul na sexta-feira (7) ligou o sinal de alerta para este tipo de atividade.

O caso ainda é apurado pelos órgãos de segurança, mas, de acordo com o Corpo de Bombeiros, o transporte de combustíveis, como era realizado pelo barco, é totalmente perigoso nessas condições.

“A primeira coisa é não transportar combustíveis, é a orientação e os passageiros que utilizam essas embarcações como transporte se perceberem que está sendo transportado combustíveis abandonem essas embarcações, é a sua própria segurança que está em risco. Esses galões muitas vezes tem vazamentos, a partir dos vazamentos que nós começamos a sentir o cheiro, esse cheiro são os vapores que são a combinação perfeita para juntamente com a temperatura ambiente, o oxigênio e também o ponto de ignição para acontecer acidentes graves”, explicou o Major Claudio Falcão.

A Marinha e a Polícia Civil estão investigando o acidente. Será levantado se a embarcação tinha autorização para transportar passageiros, quantas pessoas estavam no local e quais são as causa da explosão. Um laudo com todas essas informações deve ficar pronto em 90 dias.

“A Marinha deve instaurar inquérito, mas a Polícia Civil também tem que instaurar e estamos trabalhando na investigação desde o primeiro momento do ocorrido, algumas questões precisam ser respondidas e a Polícia Civil tem o objetivo de esclarecer um fato e atribuir responsabilidade a quem deve ser atribuída”, explicou o delegado Lindomar Ventura.

Pedro da Cruz mora bem próximo ao local onde tudo aconteceu, ele conta que já temia que algum acidente pudesse acontecer e disse ainda que chegou a buscar ajuda em órgãos responsáveis. “Ano passado eu fui ao bombeiro e me mandaram ir ao Ministério Público e do Ministério Público me mandaram ir ao Imac, mas o Imac já estava aqui na minha casa dizendo que tinha autorização, que não era ilegal, e tentaram me intimidar dizendo que eu não tinha terreno e a beira do rio era da marinha. Entramos num acordo pra não ficar muito perto da minha casa, eu até parei de pegar nos pés deles, mas sempre alertando que ia acontecer alguma coisa”, disse.

O morador contou ainda o que ele testemunhou no dia do acidente. “o que eu presenciei foi uma explosão muito forte. O caminhão estava abastecendo na beira do rio. O batelão estava na beira do rio e o caminhão na parte de cima, na beira do asfalto. Ele não tinha nem terminado de abastecer e o batelão pegou fogo, ele cortou a bomba e saiu, o fogo veio aqui em cima do asfalto, se o caminhão estivesse na parte de cima mais um minuto tinha explodido no asfalto e matado várias pessoas”, relatou.

“Uma aflição tão grande, uma coisa que ninguém nunca tinha visto,” concluiu Pedro.

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