Quinta-Feira, 20 de Junho de 2019
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Familiares de mulher morta em acidente protestam

PM também é acusado de matar criança em operação

Na manhã desta terça-feira (11), familiares e amigos de Silvinha Pereira da Silva, de 38 anos, e da Maria Cauane Araújo da Silva, 11 anos, protestaram na sede do Ministério Público do Estado.

A manifestação aconteceu em decorrência da decisão da justiça em colocar em liberdade o policial militar Alan Martins. A justiça acatou um pedido de revogação de prisão, nesta segunda-feira (10) e mandou soltar Martins, que estava preso desde o dia 31 de maio.

Alan Martins é acusado de ser o responsável pelo acidente que tirou a vida de Silvinha Pereira, em Rio Branco.

Segundo o MP, o militar também é acusado de fazer parte da operação do BOPE no dia 14 de maio de 2018, quando a menina Maria Cauane Araújo da Silva, de 11 anos, foi morta por estilhaços de uma bala da polícia. A investigação aponta que o tiro saiu da arma do policial Alan.

Ao saber que ele foi solto, os familiares das duas vítimas foram até a sede do ministério público para pedir apoio

“No caso do preventório eles chegaram atirando e a bala do fuzil do Alan matou a minha filha, o Ministério Público pediu a prisão dele e o juiz negou, agora ele vitimou outra pessoa, foi preso e o juiz que tinha negado a prisão dele anteriormente negou de novo”, contou o pai da Maria Cauane, José Carlos da Silva.

“É muita coincidência o mesmo juiz negar a prisão do Alan, queremos justiça”, ressaltou a irmã de Silvinha.

O advogado de defesa, Wellington Silva, foi quem pediu a revogação da prisão durante audiência na primeira vara do tribunal do júri. O pedido foi aceito pelo juiz Clovis de Souza Lodi. Agora, o militar vai responder ao processo em liberdade.

“Em nenhum momento o Alan prejudicou o andamento do feito, ele não atrapalhou as investigações, então o que acontece na verdade é uma busca maquiavélica no sentindo de subverter a ordem das coisas, decretar uma prisão arbitrária desnecessária para que tenha efeito em outro processo, porque o Ministério Público pediu a prisão preventiva do Alan já no processo preventório e não conseguiu”, disse o advogado de defesa.

O acidente aconteceu dia 18 de maio na Estrada Dias Martins. Segundo as investigações, o policial militar dirigia seu veículo em direção bairro/centro quando atingiu a motocicleta em que estava Silvinha Pereira e seu esposo, José Silva. O carro depois de atingir o casal subiu à calçada e atingiu a mureta de um supermercado. Os três ficaram gravemente feridos e foram encaminhados ao Pronto Socorro de Rio Branco. Silvinha Pereira não resistiu aos ferimentos e morreu um dia depois dentro do hospital.

Para que fique solto, Alan Martins terá que obedecer a medidas cautelares, mas vai voltar ao trabalho normalmente. Ele estava preso no batalhão de operações especiais, o BOPE.

“Ele não pode entrar em contato com vítimas ou testemunhas do caso, ele não pode comparecer ou ser visto em locais inadequados que seria boates, bares, esses locais onde venda bebidas alcoólicas, a CHN dele também foi suspensa durante esse período e também ele tem que comparecer mensalmente a juízo para comprovar o exercício de suas atividades e comprovar o efetivo endereço, bem como, se ele sair da comarca precisa de autorização judicial”, explicou Wellington.

O Ministério Público (MP) acredita que o acusado dirigia embriagado no dia do acidente, por isso deve ser condenado por homicídio doloso, quando há intenção e matar e tentativa de homicídio doloso, já que o marido de Silvinha ficou ferido e até hoje aguarda por uma cirurgia.

A promotora de justiça, Maria Fátima Ribeiro, que atua nesses dois casos, recebeu as famílias. Ela informou que vai recorrer da decisão. “Nós entendemos que existe sim a ofensa a garantia da ordem pública, a sociedade está revoltada, foi um crime grave, entendemos que é um crime de homicídio consumado e tentado por dolo eventual, ou seja, dentro dos elementos que existem dentro do processo existem provas suficientes para isso e nós vamos recorrer da decisão do juiz para reverter essa decisão”, concluiu.

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