Quarta-Feira, 18 de Setembro de 2019
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Polícia

Policial federal se defende de acusação de matar a própria filha

Ele disse que foi informado que a bebê podia tomar leite artificial

O policial federal Dheymerson Cavalcante, acusado pela Polícia Civil de ter cometido homicídio doloso contra a própria filha, Maria Cecília, de apenas 2 meses, decidiu se pronunciar sobre o caso através de carta enviada a imprensa na noite dessa segunda-feira (8).

No documento ele apresenta trechos de conversas com Micilene Souza, mãe da bebê, para mostrar que havia sido informado que a menina podia tomar leite artificial, “sobre o tipo de leite administrado o delegado se equivoca ao afirmar que a bebê não ingeria leite em fórmula, isso porque o laudo não apresentou nenhum tipo de reação alérgica. Além disso, tanto prontuário da maternidade em que a minha filha nasceu, quanto conversas com a mãe dela demonstram que minha filha fazia uso do NAN sem anormalidade. Não há registro de exame que aponte alergia. A própria Micilene afirmou que ela não apresentou alergias” diz ele na carta.

O policial se defende ainda da acusação de ter assassinado Cecília por não querer pagar a pensão, “sobre a pensão Micilene relata inverdades ao dizer que eu não queria pagar e não pagava. As transferências para minha filha somam mais de 6 mil reais, além de medicamentos e consultas.”

Dheymerson também falou sobre a acusação de ter pedido que Micilene abortasse. Segundo ele, não há provas de que ele em algum momento, planejasse contra a vida da própria filha, “os relatórios policiais com mais de 200 páginas mostram momentos de afeto, cuidados, preocupação, ajuda. Mas não relata uma sequer mensagem de agressão, violência, ameaça ou algo parecido.”

“Pelo contrário, há um extenso histórico de afeto que não foi destacado nos relatórios. Só por que em um breve momento eu relatei não querer ser pai, não significa que desejo matar minha bebê. É infundado,” conclui.

O policial federal está atualmente afastado do serviço e reside em Maceió- AL.

Entenda o caso

O caso da bebê de 2 meses, Maria Cecilia Pinheiro Souza, veio a tona no mês de março deste ano. Segundo a mãe da pequena, a enfermeira Micilene Pinheiro Souza, a menina havia sido morta pelo pai e pela avó paterna. Na noite do dia 8 de março, a menina foi levada ao hospital, onde teria morrido pouco depois, segundo laudo médico, por bronco-aspiração.

O inquérito

Após 4 meses de investigação, o delegado, Martin Hessel apresentou, no dia 3 deste mês, a conclusão do inquérito policial do caso. Nele, o delegado aponta o policial federal, Dhyemerson Cavalcante, e sua mãe, Maria Gorete Cavalcante, como autores da morte da pequena Maria Cecília, de apenas 2 meses.

O inquérito foi remetido ao judiciário e depois ao Ministério Público Estadual para apresentar a denúncia.

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