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Produtores de carne temem impacto negativo para região

Zamora: “boi aqui é alimentado com pasto e sal”

As investigações sobre a qualidade da carne vendida no país começam a preocupar os pecuaristas de todo país. No Acre, a atividade movimenta mais de R$ 1 bilhão por ano e é a responsável por boa parte dos empregos gerados no Estado.

Após denúncia e prisão de empresários e agentes federais, chegou ao mercado carne estragada. Frigoríficos foram fechados. A crise instalada com a operação Carne Fraca interditou frigoríficos. O mercado internacional reagiu. E o local está ansioso: a expectativa no curto prazo é de retração. Existe a possibilidade real de sobrar boi no pasto, o que consolida a crise regional no setor.

A Federação da Agricultura e Pecuária no Acre ainda não consegue analisar os estragos econômicos, mas tem receio que a vendas de carne possam cair.

Por mês, os grandes frigoríficos no Acre abatem 30 mil cabeças de gado. Só nessa compra direta com o produtor, são movimentados R$ 63 milhões. Desse montante, 80% da carne são vendidos para o Sul e Sudeste do Brasil. A carne sai do Acre desossada.

Nos últimos meses, a carne produzida no Acre começou a ganhar mercado internacional, só que esse crescimento pode sofrer um dano. “As fiscalizações e investigações em grandes frigoríficos, que vendiam carne estragada podem mexer com toda a cadeia da pecuária. Os pecuaristas estão com medo de uma queda nas vendas, principalmente no mercado internacional”, revelou assustado o vice-presidente da Federação da Agricultura, Fernando Zamora.

Para Zamora, o importante é que no Acre não existe esse problema de carne estragada. “Primeiro que o boi aqui é alimentado apenas com pasto e sal e existe uma rígida fiscalização nos frigoríficos até de menor porte”, relatou.

A federação aposta no otimismo e assim que for verificada a qualidade da carne brasileira e punição dos empresários e fiscais federais que não seguiram as exigências de qualidade, o mercado voltará ao normal.

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