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Jorge Viana recebeu R$ 300 mil em 2014, diz delator

Hilberto Mascarenhas chefiava departamento de propina

Hilberto Silva Mascarenhas, um dos chefes do departamento de propina da Odebrecht e delator na Operação Lava Jato, relatou como entregou R$ 300 mil para a campanha de 2014 do senador Jorge Viana.

Pelo relato de um dos homens responsáveis pelo departamento de propina da Odebrecht, a conversa com o senador para combinar a entrega de dinheiro foi feita em um hotel próximo à Avenida Paulista, em São Paulo.

“Qual a necessidade de o senhor se encontrar pessoalmente com o senador Jorge Viana...”, tentou perguntar o procurador de Justiça. Hilberto nem esperou o procurador concluir a pergunta.

“Doutor, eu recebi uma determinação do conselho da empresa. Cumpriria com a maior eficiência possível. Ele [Emílio Odebrecht] me delegou essa missão e eu não iria subdelegar a ninguém. Fui acompanhado de Fernando Migliatti [tesoureiro do Conselho Administrativo da Odebrecht] porque eu sabia que ia ter que ser combinado uma sistemática de pagamento. E ele teria que combinar com o senador Jorge Viana uma forma de pagamento”.

Pelo relato, a presença dele na suposta conversa com Jorge Viana serviria mais para referendar uma decisão já tomada pela direção da empresa. “Eu fui mais para dizer que o acordo seria cumprido, estava autorizado”. Os R$ 300 mil não precisavam ser pagos em parcelas. Seria feita de uma só vez.

Sobre essa delação, o senador Jorge Viana divulgou nota na manhã desta segunda-feira (17). "Sobre o envolvimento do meu nome e do governador Tião Viana, não há denúncia de corrupção contra nós. Apura-se, num único inquérito, a arrecadação das nossas campanhas em 2010 e 2014", diz o senador na nota.

O senador diz que não fez sequer um telefonema a Marcelo Odebrecht pedindo dinheiro. Da mesma forma, nega que tenha pedido apoio a Antônio Palocci. O senador diz que vai provar essas situações na Justiça.

NOTA À IMPRENSA SOBRE DELAÇÕES

Há tempos denuncio a falência do modelo político-partidário brasileiro. Agora, com as delações sobre como empresas operavam, ficou demonstrado que estão envolvidos nesta grave crise todas as legendas e expoentes, do PMDB ao PSDB, passando pelo meu partido, o PT, mas também o DEM, PSD, PSB, PRB, PP, enfim, todos os partidos representados no Congresso.

Muitos são acusados de corrupção e lavagem de dinheiro. Outros, como é meu caso, são questionados pelos recursos recebidos na campanha eleitoral.

Sobre o envolvimento do meu nome e do governador Tião Viana, não há denúncia de corrupção contra nós. Apura-se, num único inquérito, a arrecadação das nossas campanhas em 2010 e 2014.

Não fiz nenhum telefonema ao senhor Marcelo Odebrecht pedindo dinheiro. E muito menos pedi apoio financeiro ao senhor Antonio Palocci. Vou provar na Justiça.

Mais absurda ainda é a história do senhor Hilberto Mascarenhas envolvendo o nome do senhor Emílio Odebrecht de que teriam ajudado na minha campanha de 2014. Não conheço nenhum dos dois e sequer fui candidato naquele ano. Vamos anular esse absurdo na Justiça!

O povo do Acre me conhece e sempre reconheceu o trabalho que tenho procurado fazer na vida pública, seja como prefeito, governador e, agora, senador.

Nunca precisei de subterfúgios ou de atos ilegais para ganhar eleições. Quando fui eleito para o Senado, em 2010, minha campanha foi feita dentro da lei, como em todas as outras vezes. Minha vitória decorreu do trabalho que fiz como Prefeito e Governador, reconhecido pelo povo do meu Estado.

Reitero: nada temo. Confio na Justiça.

Senador Jorge Viana (PT-AC)

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