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Pressionado, Temer defende revisão da tabela do IR

Pressão é resultado da PEC/307 de autoria de Alan

O presidente Michel Temer avalia corrigir no início do segundo semestre a tabela do Imposto de Renda para ampliar a atual faixa de isenção. O anúncio, amplamente divulgado por veículos de comunicação como a Folha de S. Paulo, é resultado da forte mobilização feita pelo deputado acriano Alan Rick, que obteve o apoio de mais de 300 parlamentares à sua Proposta de Emenda à Constituição (PEC/307), apresentada no início de março, que condiciona a correção da tabela do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) à inflação. Na prática, uma redução no pagamento do Imposto.

A pressão parlamentar surtiu efeito e a área política do governo, segundo a Folha de São Paulo, defende a medida. Hoje, só escapa do Imposto de Renda quem ganha salário de até R$ 1.903.

Segundo a reportagem, há a defesa no Palácio do Planalto para que a nova faixa de isenção chegue a pelo menos R$ 3 mil. A última correção da tabela ocorreu em 2015.
A proposta do deputado federal Alan Rick é mais ampla e defende uma faixa de isenção para quem ganhe até R$ 3,4 mil, uma vez que os reajustes dos anos anteriores não cobrem grande parte das perdas inflacionárias.

“Um cidadão que hoje recebe salário acima de R$ 1.903,00 já paga imposto de renda. Se os valores estivessem atualizados, só pagaria o imposto quem ganhasse acima de R$ 3.454,00”, revela.

O deputado acriano destaca a importância da decisão do governo federal em rever a tabela do Imposto de Renda, mas alerta que não desistirá de uma revisão mais ampla. “Não iremos aceitar uma revisão de mentirinha. Vamos cobrar do presidente Temer uma revisão geral da tabela. Não só da faixa de isenção, para aumentar de R$ 1.913 para pelo menos R$ 3,4 mil. O brasileiro paga impostos demais e não pode continuar sendo penalizado”, disse.

Alan Rick explica que com a tabela atual, que é desatualizada, a população não somente paga mais, como deixa de ganhar. O desconto por dependente, que é R$ 189 por mês, ou R$ 2.275,08 por ano, já deveria ser de R$ 347, ou seja, R$ 4.166,00 por ano.

“A Educação também é afetada. A dedução das despesas com ensino foi limitada ao longo dos anos em R$ 3.561,00. Com as devidas correções, o valor deveria ser de R$ 6.521,85 reais”, acrescentou.

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