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Mudança na direção do Iapen impacta na política

Aberson de Sousa já assumiu novo cargo

A mudança na direção do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen) foi silenciosa. O delegado Martin Hessel, que estava no cargo desde abril de 2014 pediu licença paternidade e vai cumprir licença prêmio, e depois não deve voltar ao Iapen.

No seu lugar já assumiu Aberson Carvalho de Souza, que era secretário de meio ambiente de Rio Branco. O novo diretor já esteve á frente do Iapen como diretor de gestão entre 2015 e 2016, saiu para assumir a pasta de meio ambiente. “tenho o objetivo de trazer melhorias para o sistema, principalmente com a criação de mais mil vagas nos presídios do estado. Por enquanto estou conversando com os funcionários para saber onde posso melhorar”, disse Aberson.

A passagem de Aberson pela gestão pública é bem mais antiga. Em 2011, ele foi preso durante uma operação da Polícia Federal. Ele era ligado à Adesobras, uma Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) do Paraná que atuava no Acre para coordenar projetos para Secretaria de Estado de Segurança Pública.

Ele foi acusado de fazer parte de uma quadrilha montada para desviar dinheiro público por meio de contratos. Na época, a diretora do Iapen era Laura Okamura. Neste mesmo processo, Aberson de Sousa foi absolvido a pedido do Ministério Público Federal.

A saída de Aberson da pasta de Meio Ambiente mexe também com a política. O PDT vai ter que escolher um novo secretário, e já indicou a vereadora Elzinha Mendonça, que, por enquanto, não quer falar sobre o assunto, disse que está analisando o convite.

Na verdade, existe um entrave: Elzinha estava pronta para assumir, mas, a Frente Popular descobriu que em seu lugar na Câmara assumiria a suplente Sandra Asfury, esposa do ex-deputado estadual e secretário de Habitação Jamil Asfury, que era o mais ferrenho defensor do governador Tião Viana. Entretanto, nos últimos dias, migrou para a oposição e, com isso, perdeu a simpatia dos caciques da Frente Popular.

Pode acontecer de o governo poder deixar Sandra Asfury Assumir, e Jamyl voltaria a ficar preso à Frente Popular ou pode ser vingativo e manter Elzinha na Câmara.

A questão é que Jamyl estava à frente da secretaria de Estado de Habitação quando foram descobertas diversas irregulares nas entregas de casas, e, por enquanto, ele se mantém em silêncio.

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