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Disputas internas na Assembleia de Deus forçam explicações

Diretoria tenta superar momento de crise

A Assembleia de Deus completa 75 anos de atuação no Acre agora em janeiro. Celebra a data sangrando. Disputas políticas internas expõem tudo o que uma grande organização pode criar ao longo de tanto tempo: interesses, intrigas, disputas.

Há 23 anos, o pastor acriano Luiz Gonzaga tem sido o líder que aglutinava as tendências para preservar o máximo de discrição. Aguentou o quanto pôde. Mas, como o ano de 2018 começou há bastante tempo, a Assembleia de Deus antecipa um pouco do clima que se terá até outubro.

Em uma longa Nota de Esclarecimento, cheia de citações bíblicas, a direção da igreja Assembleia de Deus no Acre contextualiza esse cenário de crise em um raro momento de transparência. A íntegra está a seguir:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

“Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade.” (2 Coríntios 13.8)

Tendo em vista as manifestações veiculadas nos diversos meios de comunicação, acerca da recente decisão da Igreja Assembleia de Deus em Rio Branco, a diretoria desta igreja tem o compromisso moral de vir a público restabelecer a verdade dos fatos.

Primeiramente, esclarecemos que a AD em Rio Branco é uma organização religiosa sem fins lucrativos, de direito privado. Nesta qualidade, desfruta de garantias legais e estatutárias que lhe conferem autonomia e competência para, por si mesma, resolver qualquer questão de ordem interna ou externa, eclesiástica, administrativa, judicial ou espiritual.

Foi assim, livre e competente para deliberar acerca das matérias de seu interesse, que esta igreja resolveu desligar-se da Convenção Estadual de Igrejas e Ministros das Assembleias de Deus no Acre – CEIMADAC, e da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil – CGADB, sendo encaminhada a devida comunicação aos seus representantes legais.

A decisão foi tomada pelo ministério da igreja, em reunião realizada no dia 29 de dezembro de 2017, e aprovada pela Assembleia Geral, no dia 9 de janeiro fluente. Em ambas ocasiões, a deliberação ocorreu por maioria absoluta dos votantes, conforme consignado nas respectivas atas e no registro integral em vídeo das mencionadas reuniões, sendo que a assembleia foi transmitida ao vivo por canais de TV aberta (21 e 40) e pela internet, garantindo ampla divulgação e transparência ao encontro.

Salientamos que a decisão pelo desligamento foi fruto de prolongada e refletida análise da diretoria da igreja, levando-se em consideração os princípios bíblicos, éticos e morais que devem balizar a conduta de fé e prática dos crentes e obreiros, sobretudo daqueles que presidem, conforme exorta o escritor sagrado: “Pastoreiem o rebanho de Deus que está aos seus cuidados. Olhem por ele, não por obrigação, mas de livre vontade, como Deus quer. Não façam isso por ganância, mas com o desejo de servir. Não ajam como dominadores dos que lhes foram confiados, mas como exemplos para o rebanho.” (1 Pedro 5:2,3). A esta reflexão, foi bastante apropriada a indagação do profeta Amós: “Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?” (Am 3:3).

É oportuno lembrar que a Convenção Regional da Assembleia de Deus no Acre – CRADAC, cujos nome e sigla foram alterados depois para CEMADAC e posteriormente para CEIMADAC, foi criada em julho de 1978 pelo pastor José Rodrigues Muniz, in memorian, então presidente da Assembleia de Deus em Rio Branco. Nesse período de quase 40 anos, a AD em Rio Branco prestou relevante apoio na formação de obreiros, de igrejas e na organização administrativa e financeira da referida entidade.

Calha também menciona que, na qualidade de membro da CEIMADAC, desde o ano de 1979, o pastor Luiz Gonzaga de Lima teve a honra de ser o primeiro acriano a presidi-la, o que fez durante sete anos consecutivos, de 1993 a 2000, quando a eleição ainda era realizada anualmente, e desprovida de politicagem.

Uma das principais iniciativas da sua gestão foi fortalecer o processo de autonomia dos campos ligados à Convenção Estadual, que passaram a desfrutar de independência administrativa e financeira com relação à sede, localizada na Capital.
Assim, repudiamos a injustificável campanha difamatória contra a recente decisão tomada pela AD em Rio Branco, notadamente mediante postagens nas redes sociais e em entrevista televisionada. Campanha praticada ou incentivada inclusive por aqueles que se dizem obreiros, e baseada em interesses ilícitos, mentiras, ofensas e calúnias, objetivando atingir a esta igreja, seu ministério e a idoneidade moral de quem a preside. Acreditamos que a sociedade acreana, especialmente o segmento cristão-evangélico, saberá discernir entre a verdade e a mentira, principalmente considerando o testemunho das pessoas envolvidas neste episódio. No ensinamento do Senhor Jesus, aprendemos que “Pelos seus frutos os conhecereis.” (Mateus 7:16)

Pela bondade divina, o pastor Luiz Gonzaga de Lima exerce o ministério pastoral de dedicação exclusiva há 39 anos, sendo 23 deles como presidente da Assembleia de Deus em Rio Branco. Nessas décadas de serviço cristão, esta igreja e o ministério são testemunhas de que a sua conduta de fé e liderança têm como base o compromisso inegociável com as Sagradas Escrituras, e que as atitudes dele refletem o caráter forjado nos princípios bíblicos, como foi na decisão pelo desligamento das convenções.

Finalmente, louvamos a Deus pela vida do nosso pastor presidente, e por ele ter condições de declarar, à semelhança do apóstolo Paulo: “Dou graças a Deus, a quem desde os meus antepassados sirvo com uma consciência pura.” (2 Timóteo 1.3a)

Rio Branco – Acre, 12 de janeiro de 2018.

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