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Kinpara: além da violência, tropa insatisfeita na PM dos Acre

Cenário é de quase 2 mortes violentas por dia

O coronel Marcos Kinpara tomou posse, na manhã desta quinta-feira (18), do comando da Polícia Militar do Acre. Ele substitui o também coronel Paulo Cezar que ficou no cargo por praticamente dois anos.

Kinpara tem desafios em duas áreas estruturantes. Dentro dos quarteis, uma tropa extremamente insatisfeita com as condições de trabalho e, claro, com a eterna busca pela melhoria do salário/soldos. Nas ruas, um cenário que quase duas mortes violentas por dia nos tradicionais meses sanguinários de dezembro e janeiro.

Na fala de Kinpara, o atual comandante ressaltou a expressão “planejamento estratégico”. É uma expressão estranha, para quem está assumindo uma corporação em fim de mandato. Essa é a hora de executar o que se planejou. Mas, já se observa, pelo currículo e pelo perfil acadêmico, que se trata de um militar mais próximo de um estrategista.

A expectativa que essa postura seja capaz de dialogar com a tropa. Uma das características ressaltadas até por quem não era simpático ao comandante Paulo Cezar foi a liberdade de permitir que os soldados e oficiais expressassem, nos fóruns adequados, aquilo que desejavam.

Mas, isso não lhe blindou do desgaste. Cezar sai do comando com a liderança em fiapos, marcada por uma fidelidade que aproximou o comando da PM do Gabinete Civil, mas o distanciou da tropa. Marcos Kinpara não encontra um bom cenário. Os 250 novos PM’s que chegam em junho já estão doutrinados. E na cartilha deles, o Gabinete Civil está longe de ser prioridade.
Kinpara vai ter que buscar o ponto de equilíbrio. Não há quem queira o insucesso dele: esse é o consolo.

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