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Eleição na Ufac não é eleição: é consulta

14 mil vão às urnas para quê?

Nesta terça-feira (22), aproximadamente 14 mil alunos, técnicos e professores da Universidade Federal do Acre fazem escolhas para reitor e vice-reitor. É um processo uninominal (palavra feia que designa a possibilidade de votar nos nomes apresentados e não em chapas).

Sem querer entrar no mérito de que tanto uma quanto outra chapa não “inovam” e não trazem laços de “identidade”, o fato é que o Conselho Universitário é soberano. Ele apresenta uma lista ao ministro da Educação e é esta lista o que, efetivamente, vale. Isso tira todo o sentido do pleito.

Esse formato é que precisaria ser repensado. A ideia de que a escolha da maioria tem possibilidade de não ser respeitada reforça a condição de ser a Ufac uma espécie de um Brasil em miniatura; um Acre concentrado.

Ali está em execução uma forma de gestão pública que foi aplicada em todo o Acre nos últimos 20 anos. Com todos os problemas e benesses. Sim, houve benefícios inegáveis: quem frequentou a biblioteca da Ufac em tempos remotos sabe valorizar o que foi feito ali recentemente. Tem-se, agora, um ambiente de estudo minimamente respeitoso e agradável.

Mas, houve também medidas questionáveis, por exemplo: quando o departamento de obras (ou equivalente) passou a ser mais projetado do que a área de pesquisa. O que alguns professores passaram a chamar ironicamente de “universidade ‘ching ling’”. Em conversas informais, os gestores se orgulham mais das fotos tiradas ao redor do lago do que do número de artigos publicados e teses defendidas pelo conjunto de mestres e doutores.

No entanto, quem frequentou a Ufac em outros tempos também lembra como aquilo ali fervilhava de cores, barulhos, cheiros e fumaças em dia de eleição de DCE ou de escolha de reitor. Aquilo era uma loucura. Hoje, a pasmaceira é geral. Teve até aula. E o mais estranho: teve até aula no curso de História em dia de “eleição”.
Os bebedouros estão com água hoje. A Ufac é outra mesmo. Os estudantes são outros mesmo.

Em conversas informais com professores das mais diferentes linhas de pesquisa, percebe-se em alguns uma dificuldade em reconhecer na gestão Minoru algum avanço. Mas, o que é consenso é a falta de perspectivas. Esta é que “entorna o caldo” e tem tornado morna a mais importante instituição de Ensino Superior do Acre. O jeito é teimar. É o que resta.

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