Política

Continua mobilização contra privatização da distribuidora

Anúncio de indicativo de greve para 21 de junho

Os funcionários da Eletroacre cruzaram os braços e nos próximos três dias fazem vigília em frente à sede da empresa em Rio Branco em manifestação contra a política de privatização do Governo Federal. No primeiro momento, a categoria poderia até comemorar: na semana passada, a Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro suspendeu por 90 dias o processo de venda das estatais.

Esse foi o prazo dado para que a Eletrobras apresentasse um estudo do impacto da privatização sobre os trabalhadores. O Governo Federal tentou derrubar a decisão através de um mandado de segurança, mas, a Justiça voltou a negar a pretensão do governo.

Mesmo com as vitórias nos tribunais, os trabalhadores iniciaram nessa segunda-feira uma paralisação de 3 dias. O motivo é simples: o governo não desiste de vender as empresa do grupo Eletrobras e já enviou par ao Congresso Nacional projeto de lei visando privatizar apenas as distribuidoras e entre elas a Eletroacre. Ficariam de fora da venda, por enquanto, as geradoras e transmissoras.

Segundo o secretário do Sindicato dos Urbanitários, Marcelo Jucá, os eletricitários em Rio Branco abandonaram seus setores e vão fazer manifestações até a próxima quarta-feira. A categoria já marcou uma greve por tempo indeterminado para o dia 21 de junho.

“Além de travar uma batalha contra a privatização, os trabalhadores querem discutir o acordo coletivo. O prazo venceu em maio e até agora não houve avanço nas negociações. Estamos com medo de perder direitos. Como o plano do governo é vender as estatais, a ideia é acabar com benefícios dos funcionários que possam aparecer com despesa a mais para os novos proprietários”, declarou.