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Pontes sem manutenção colocam moradores em risco

No Albert Sampaio, equilíbrio e exclusão comuns a todos

No bairro Albert Sampaio, na BR-364, as pontes que interligam as moradias às margens de um igarapé estão caindo. As famílias estão com medo de ficarem isoladas, e mesmo diante de vários pedidos para que a prefeitura faça a manutenção nas passarelas, os moradores vivem de promessas dos agentes públicos.

Para sair ou chegar à residência onde mora, a dona de casa Elivânia Andrade precisa se arriscar em madeiras soltas, e ainda por cima carregando um filho de 4 anos de idade. A moradia da Elivânia é próxima a um igarapé.

No início do ano, uma forte enchente destruiu a passarela que dá acesso a casa dela e de outras famílias que vivem as margens do igarapé. A pequena ponte não foi reconstruída pela prefeitur e as famílias não têm condições de fazer a obra.

“Precisamos comprar madeira e prego e não temos dinheiro para isso. Enquanto esperamos a prefeitura, vamos nos arriscando”, reclamou.

Bem ao lado da casa da Elivânia há outras famílias que também correm o risco de ficar isoladas. Outra passarela tem os mesmos problemas: as tábuas estão podres, soltas e algumas têm buracos que cabem um pé.

São vários os acidentes, relata a aposentada Inácia de Brito. “Meu filho vinha passando, a tábua quebrou e por pouco ele não caiu dentro da água. Mas, se machucou nas tábuas. Eles vêm aqui, o pessoal da prefeitura, fala, fala e não faz nada”, disse.

Para a passagem de veículos, a prefeitura construiu outra ponte maior, mas a cabeceira está sendo levada pelo desmoronamento. Para as crianças, se tornou um risco passar, até porque o corrimão que separava a passagem dos carros caiu.

A madeira está podre em toda a extensão da ponte. Boa parte dos moradores do Albert Sampaio é formada por portadores de hanseníase. Eles têm dificuldade de locomoção e as pontes precisam ter um padrão mínimo de segurança.

O presidente da associação de moradores, Adalcimar Melo, denunciou que no mesmo igarapé das pontes que precisam de manutenção tem outro crime cometido pelo poder público. O esgoto do bairro cai direto no igarapé, onde os canos ficam entupidos.

A água suja e com forte cheiro corre a céu aberto até alcançar as águas do igarapé. “Aqui é difícil até denunciar o caso. Os moradores não contam com o sinal de telefone celular, mas a prefeitura e o Depasa sabem do problema. É porque moramos distante do centro de Rio Branco. Até parece que Albert Sampaio não é bairro da Capital”, relatou.

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