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O que explica a queda da taxa de mortalidade infantil no Acre?

Acre e outros seis estados apresentaram redução

Após décadas de queda, Brasil registra aumento na taxa de mortalidade infantil. No Acre, a taxa reduziu para 10,85% em relação aos anos de 2015 e 2016 e se mantém em 14 mortes a cada mil nascidos vivos. O que ainda não ficou claro foram as causas que explicam a queda da taxa no Acre.

Segundo dados do Ministério da Saúde, a mortalidade infantil voltou a subir, interrompendo décadas de queda de mortes de bebês no Brasil. Pela primeira vez, desde 1990, o país apresentou alta na taxa, registrando em 2016, 14 mortes a cada mil nascidos. Um aumento de 4,8% em relação a 2015, quando eram 13,3 mortes (a cada mil nascidos).

No Acre, em 2015, foram registrados 17,63 mortes de crianças menores de um ano para cada 1 mil nascidos vivos. Em 2016, foram 14, uma redução de 10%.
O relatório do Ministério da Saúde diz respeito apenas aos anos de 2015 e 2016, mas segundo a Secretaria de Estado de Saúde, em 2017, a taxa de mortalidade infantil se manteve em 14 mortos a cada grupo de mil nascidos vivos.

"As taxas vêm reduzindo significativamente e não alcançamos esse resultado apenas esse ano, mostra que isso em períodos recentes de forma consecutiva, foram destaques e quem vem sendo monitorados e acompanhados pela secretaria para que cada vez mais com essa articulação a gente possa estar envolvendo outros atores e melhorando a cada dia. Já somos uma referência em relação a região norte, já conseguimos nos últimos dois anos estar abaixo de uma média regional, 14 pra cada 1000 nascidos vivos, lembrando que isso é uma estimativa de risco de morte no primeiro ano e nesse movimento o que se observa também é um avanço em relação ao cenário nacional", disse secretário adjunto de atenção à saúde, Ráicri Barros.
Os números do Ministério da Saúde apontam que 74% das mortes de recém-nascidos em 2016 ocorreram nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O Governo Federal reconhece o aumento de 4,8% e prevê ações efetivas para recuperar o quadro perdido.

Quanto às causas, o Ministério da Saúde explicou que o indicador foi afetado pela redução de 5,3% na taxa de nascimento ocasionada pelo adiamento da gestação diante da epidemia de zika que colocou o Brasil em uma emergência sanitária entre novembro de 2015 em maio de 2017. Além disso, muitos bebês morreram em decorrência de malformação causada pela infecção pelo vírus.

Quanto às mortes no Acre, o secretário explicou que um dos fatores foi a redução de investimentos em saúde.

"Outro fator que pode ter sido determinante é a redução dos repasses. Redução dos investimentos em saúde faz com que a atuação de determinados estados, e pra gente essa situação de crise não foi diferente".

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