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Planos de Governo confundem conceitos econômicos

Os dois mais organizados Planos têm pouca diferença

Os Planos de Governo de Gladson Cameli e de Marcus Alexandre confundem conceitos econômicos. Os dois candidatos foram os que apresentaram peças melhor estruturadas à Justiça Eleitoral. Percebe-se algum zelo na formulação do documento, ao contrário dos demais.

Tanto a equipe de Gladson Cameli, com o Plano de Governo “Mudança e Competência” quanto a de Marcus Alexandre com o documento “União e Inovação” cometem um erro conceitual ao misturar a ideia de “desenvolvimento” com “desenvolvimento econômico”.

É uma confusão difícil de entender como as duas equipes não tiveram o cuidado em observar o detalhe uma vez que as equipes que formularam as peças de gestão são de excelência. A equipe de Gladson é a mais plural: possui acadêmicos da escola de Economia da Ufac que transitam de especialistas em Marx, Keynes e até os que se afinam com a Escola de Chicago. A de Marcus é mais uniforme e não deixa de manter as defesas conceituais do pensamento de esquerda, renovado pela ideia polêmica do Estado Empreendedor.

No plano de Gladson, é apresentado o eixo temático “Produção e agronegócio como estratégias de desenvolvimento econômico”; no de Marcus, é feita a relação “Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente”.

Em uma das propostas de Marcus Alexandre, há um vespeiro que nenhum gestor quer mexer: "Mudança do Sublimite do Simples para R$ 3,6 milhões; Implementação do Refis 2019: parcelamento de até 120 meses, prazo de adesão ampliado e possibilidade de adesão de parcelamentos anteriores inadimplentes".

Essa é uma proposta polêmica. Nenhum governante cedeu aos empresários até hoje. Eles pressionam cada vez mais. O governo estadual entende que, se mudar o sublimite, haverá queda de receita. Os empresários, ao contrário, defendem que, no médio prazo, pode haver crescimento da receita.

No plano de Gladson, dois aspectos chamam atenção: a retomada da Cageacre e a criação de uma Câmara Setorial do Agronegócio. O documento também fala sobre um possível Plano Estadual de Exploração Sustentável, em áreas públicas de conservação. O candidato também fala em “leiloar” essas áreas públicas para empresas. Tudo com prazo de exploração de 25 anos. Cada empresa que arrematar o lote tem que pagar 20% ao Estado do potencial a ser explorado na área. Essa é uma proposta que tem que ser combinada com legislação federal.

No Plano de Governo "Segurança para Mudar", do candidato Ulysses, o tópico "Desenvolvimento Econômico" está em branco. Ao menos no documento que foi registrado na Justiça Eleitoral.

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