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Crise interna força discurso da “unidade de candidaturas”

Presidente Kamai tenta conter ânimos de lideranças

A crise interna do Partido dos Trabalhadores, exposta em praça pública pelo candidato ao Senado Ney Amorim na última semana em discurso feito em Sena Madureira, acendeu um “sinal amarelo” na direção do PT e forçou o presidente do diretório estadual André Kamai a se pronunciar em nome da “unidade de candidaturas”.

“Eu não queria fazer mal pra ninguém, como eu não faço até hoje. Mas, acho que não mereço ser tão atacado como estou sendo atacado hoje. Eu não mereço. Eu só construo, eu só trabalho. Eu só ajudo as pessoas”, disse o candidato Ney Amorim.

Em entrevista à TV Gazeta, Amorim lamentou o fato de ter que se explicar (e negar) a afirmação de que seria o “candidato das facções”. Contra esse raciocínio, Ney Amorim rebate com o mantra “nasci e se criei na Baixada da Sobral”.

Além disso, Ney Amorim coloca na fatura política do atual cenário de sua campanha a Operação Hefesto, que apontou fraude em contratos entre empresa de publicidade e a Assembleia Legislativa do Acre.

A "crise interna" do PT se consolida justamente no fim da campanha eleitoral. Uma parte da militância entende que o partido pode perder a atual vaga que ocupa no Senado com a diluição dos votos entre Jorge Viana e Ney Amorim. Outra parte, vinculada à tendência interna Democracia Radical (DR), defende a ideia de que a candidatura de Amorim é legítima, obedece ao que promove o estatuto do partido e faz surgir novas lideranças.

A última pesquisa Ibope não dialoga com os argumentos da militância de Ney Amorim: aponta vitória de dois candidatos da oposição: Petecão e Marcio Bittar.

PT reafirma unidade de suas candidaturas

A Direção Estadual do Partido dos Trabalhadores no Acre (PT) vem a público reafirmar a unidade de suas candidaturas majoritárias e proporcionais, seguindo firme rumo às eleições do próximo dia 7 de outubro.

O objetivo de todos os petistas (dirigentes, militantes ou simpatizantes) é garantir a eleição de Fernando Haddad à Presidência da República, Marcus Alexandre ao Governo do Estado, Jorge Viana e Ney Amorim ao Senado, além de bancadas representativas para a Câmara Federal e Assembleia Legislativa do Acre, não havendo espaço, portanto, para rachas e/ou divisões entre qualquer de suas candidaturas.

O PT repudia as tentativas de fomentar desunião em suas fileiras, oriundas de setores pequenos de parte da imprensa e da oposição - que representa os ciclos de atraso e depressão social pelos quais passou o Acre antes dos governos da Frente Popular.

Cinco vezes consecutivas derrotada nas urnas nos últimos anos, a oposição vê nesse método uma oportunidade de confundir o eleitor acriano e voltar ao poder, levando a cabo, novamente, projetos pessoais que vão de encontro às conquistas que o povo acriano obteve durante as últimas duas décadas.

Consideramos vil essa tentativa torpe de tentar atingir o PT naquilo que lhe é mais caro desde a fundação, que é a unidade. Nossa construção foi, sim, forjada em meio a muita discussão, mas sempre dentro do jogo político-democrático, o que nos caracteriza em nível nacional como o partido que mais respeita a democracia interna e a democracia que ajudamos a construir no Brasil.

A unidade a que aqui nos referimos, foi, é e será uma das principais virtudes do PT no Acre. Essa unidade tem garantido a existência da maior força política do Estado, que é a Frente Popular do Acre, representada nestas eleições por 15 partidos, a maioria desses, presentes desde o primeiro momento de sua formação no início dos anos de 1990.

O PT do Acre reforça seu compromisso com a democracia no Acre e no Brasil, com o projeto político da Frente Popular para garantir a permanência das conquistas até aqui obtidas e a continuação do desenvolvimento do Estado sob bases sustentáveis, como sempre defendemos.

Reforçamos, por fim, o pedido a todos os militantes e apoiadores de nossas candidaturas, que se mantenham firmes na luta, que combatam e evitem que as mentiras se disseminem e que, com a garra de sempre, ampliem o leque de luta nesta reta final de campanha.

Firmes na lula com Haddad presidente, Marcus Alexandre governador, Jorge e Ney senadores e com valorosos deputados federais e estaduais eleitos em 7 de outubro!

André Kamai

Presidente do Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores no Acre 

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