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Onde ficará Bestene, o arquiteto da vitória de Gladson?

Prioridade agora é articulação na Aleac

O governador eleito do Acre, Gladson Cameli, chega de Brasília nesta quinta-feira (11). Na bagagem, nenhum anúncio muito grave. O que deve queimar as primeiras energias do novo ocupante do Palácio Rio Branco são as costuras políticas, concentradas na Assembleia Legislativa.

O foco é a Aleac e a manutenção de um ambiente que nem a FPA construiu ao longo de 20 anos de hegemonia. No plano federal, por exemplo, são três senadores e 7 deputados federais. E é nesse cenário que cresce a figura de uma personagem que, em certa medida, pode ser apontada como o arquiteto da vitória de Gladson.

O primeiro compromisso de José Bestene na manhã desta quinta-feira (11) foi conversar com os representantes do Sindicato dos Fiscais da Secretaria de Estado de Fazenda. Eleito deputado estadual pelo PP, Bestene reúne um perfil incomum no grupo de Cameli: tem experiência de gestão pública e traquejo na arena política.

No final dos anos 70, Bestene gerenciou o Banco do Estado do Acre em Cruzeiro do Sul e também na agência de São Paulo (o leitor mais jovem nem imagina que havia uma agência do Banacre no Sudeste); na sequência, em 1988, assumiu a Secretaria de Finanças da Prefeitura de Rio Branco, na gestão do então prefeito Jorge Kalume (PDS).

Foi deputado estadual pelo PDS e conduziu a reconstrução da Assembleia Legislativa do Acre, misteriosamente incendiada. Assumiu, já na gestão de Orleir Cameli, a Secretaria de Estado de Saúde. Na administração de Flaviano Melo, na nova passagem pela prefeitura da Capital, assumiu a Secretaria de Saúde de Rio Branco.

Em 2008 e 2009, na ampliação da base de apoio da FPA, o PP compôs com o PT. Foi quando Bestene assumiu o Deas, na gestão do ex-governador Binho Marques.

Esse itinerário de José Bestene não apenas o credencia, mas o torna necessário na rotina do inexperiente Gladson Cameli. Como parlamentar, Gladson ficou por dois mandatos na Câmara e quatro anos no Senado. Limitou-se a ser um “parlamentar de emendas”. Não tem nenhum trânsito na área de gestão. Bestene tem. “Tem, mas não foi eficiente. Não me consta que o Banacre tenha boa história a contar e nem que a Saúde do Acre esteja tão bem”, ironiza um petista já ensaiando o coro oposicionista.

A vitória de Gladson nas urnas em primeiro turno foi uma construção iniciada há, pelo menos, três anos. Das articulações no Juruá à aproximação ineficaz com Bocalom, Bestene foi a personagem que foi dizendo os “sim” e os “nãos” calculados em uma das campanhas mais tensas dos últimos 12 anos no Acre.

Uma fonte ligada ao PP sugere que, “nesse primeiro momento, Bestene será estratégico na Aleac”, orienta. Com apenas cinco parlamentares da futura oposição com assento na Assembleia Legislativa, a maioria governista não será tão bovina: a conformação de forças políticas, associada à defesa de interesses, exige um anteparo que Bestene terá que provar eficácia no parlamento e no Palácio Rio Branco.

Um erro que Bestene não pode cometer é ficar preso à direção da Mesa Diretora. Isso é pouco para quem tem que dar respostas imediatas em áreas muito sensíveis como Segurança Pública, Educação, Saúde e combater a miséria.

Foram 20 anos longe do poder: há sedes e fome de toda ordem. E a mesa oferece um pirão muito ralo e pouco.

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