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Saída de médicos cubanos preocupa prefeitos

Em Rio Branco, eram 9 mil atendimentos por mês

Sem os médicos cubanos, muitos municípios do Acre vão ficar sem atendimento ambulatorial e pode ser uma das maiores calamidades da área de Saúde de toda a história do Estado. Para entender esse problema, basta olha a situação do município de Manoel Urbano.

O município conta com quatro médicos: todos são cubanos e, se deixarem o país, o prefeito pode fechar os ambulatórios nas unidades de saúde.

O secretário de Saúde de Manoel Urbano, Abraão Lima, conversou com nossa equipe por telefone e explicou que o município está passando por uma epidemia de dengue. “Quem vem atendendo à população são os médicos cubanos. Quando eles saírem, o município pode entrar num colapso na área de saúde”, disse temeroso.

Os médicos cubanos que atuam no Brasil trabalham principalmente nos programas de Saúde da Família e atenção indígena. São essenciais nos atendimentos domiciliares, às áreas mais vulneráveis onde poucos médicos brasileiros gostam de trabalhar.

Por determinação do governo Cubano, esses profissionais devem deixar o país até o final de dezembro, deixando uma lacuna preocupante principalmente nas regiões mais pobres.

A Confederação Nacional dos Municípios divulgou nota na qual mostra extrema preocupação com a saída desses profissionais. Em vários municípios, os cubanos são os únicos médicos que atendem. Na nota, a CNM chega a dizer que poderá ocorrer no Brasil uma calamidade pública.

Atualmente são 104 médicos cubanos trabalhando no Acre, 14 deles na Saúde Indígena. O restante dividido entre os municípios. Nas áreas mais isoladas, esses médicos são quem garantem o atendimento a população urbana, ribeirinha e seringueiros.

Em Porto Walter, são quatro médicos cubanos; Santa Rosa do Purus, um médico e Marechal Thaumaturgo outros quatro. São áreas que raramente as prefeituras conseguem contratar médicos por maior que seja o salário.

Até a Capital pode ter o atendimento prejudicado. São 15 médicos que trabalham diretamente no acompanhamento domiciliar, por mês são responsáveis por 9 mil atendimentos.

O governo cubano não gostou do discurso do presidente eleito Jair Bolsonaro, quando falou em rever as regras do contrato com Cuba. Além disso, só aceitaria repassar o salário integral para os médicos. Atualmente, parte do dinheiro desses profissionais volta para governo cubano.

O médico fica com uma pequena parte e os municípios são obrigados a pagar a moradia desses profissionais. Um valor até baixo quando se compara a pagar o salário integral de um médico no Brasil que passa de R$ 8 mil.

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