Quarta-Feira, 26 de Junho de 2019
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Política

Rio Branco tem 70 estações de tratamento abandonadas

Despesa de mais de R$ 200 milhões

O Instituto Trata Brasil revelou em uma pesquisa que o Acre foi um dos estados que mais recebeu e investiu em redes e tratamento de esgoto, ao mesmo tempo a pesquisa revela um dado que merece ser investigado: mesmo com tanto dinheiro direcionado para saneamento, o Estado tem um dos piores índices de atendimento quando se refere a esgoto.

A resposta para esse questionamento vem dos bairros mais afastados de Rio Branco, principalmente nos novos conjuntos.

Quando entregava um grupo de casas inaugurava simultaneamente uma estação de tratamento compacta.

Ao todo foram instaladas, na capital, 70 estações também chamadas de fossa filtro.

Elas funcionaram pouco tempo. Sem vigilância, logo a parte elétrica foi toda arrancada por vândalos, em seguida as bombas hidráulicas sumiram e hoje até os portões e telas de proteção foram furtados, sobraram apenas os tanques. O estado abandonou as estações e agora o mato se encarrega de cobrir a vergonha.

As estações foram construídas ao lado de igarapés, é que os tanques receberiam os dejetos, fariam o tratamento e jogariam a água limpa no manancial. Como estão paradas, os dejetos estão sendo lançados in natura nos córregos, igarapés, nascentes e no lençol freático.

Um exemplo ocorre no bairro Rosalinda onde uma estação de porte médio foi instalada. Se o equipamento estivesse funcionando as bombas jogariam o líquido sujo para os tanques, mas ele manda direto para um córrego que passa ao lado.

A rede de esgoto até existe nos bairros, mas o líquido impuro continua parando na rede de drenagem.

As estações geraram uma despesa que ultrapassa os R$ 200 milhões para o Estado, e todo esse custo para continuar colocando em risco o lençol freático.

O secretário de infraestrutura, responsável pelo Depasa, Tiago Caetano, disse que o governo não tem uma saída imediata para resolver o problema. E está montando um projeto para passar as estações compactas para a iniciativa privada. “Para evitar os furtos das bombas e outros equipamentos é necessário colocar vigilância 24 horas por dia e financeiramente o estado não tem condições de bancar esse gasto”, alegou.

Segundo Caetano, o primeiro passo é fazer um levantamento nas 70 estações para saber as condições de cada uma, depois procura uma empresa que queira operar o sistema.

Enquanto não encontra uma solução o esgoto produzido nas casas vai poluindo igarapés, nascentes e o lençol freático. Os responsáveis pelo fracassado projeto nunca vão responder pelo prejuízo, até porque, os órgãos de fiscalização também não conseguiram ver esse problema que afeta a saúde de milhares de pessoas.

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