Sábado, 25 de Maio de 2019
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Política

PL prevê fim de pagamento de taxas em banheiros públicos

Na rodoviária tíquete é emitido com a cobrança

Na sessão desta terça-feira (12) realizada na Câmara de Vereadores de Rio Branco, o vereador Antônio Moraes apresentou um Projeto de Lei que proíbe a cobrança de taxa para uso de banheiros em espaços públicos na capital.

A ideia é garantir que, além das pessoas que trabalham nesses espaços, os usuários também não precisem mais pagar pelo serviço. “Fiz o projeto, já apresentei na Câmara Municipal e agora vai para os vereadores se eles vão aprovar ou não, e depois vai pra prefeitura para ser sancionada ou não”, disse autor do projeto.

Na rodoviária de Rio Branco, por exemplo, o passageiro ao comprar o bilhete paga um valor de taxa de embarque. Mas o susto chega mesmo quando precisa usar o banheiro do local e descobre que ainda vai precisar pagar um valor a mais por isso. “A gente já vem de longe, vem de ramal, quando chega aqui a gente compra a passagem e paga todos os direitos e quando vem no banheiro tem que pagar. R$ 1.30 pra gente só entrar no banheiro ligeirinho”, reclamou o aposentado João Silva.

No mercado Elias Mansour não é muito diferente. O valor cobrado é mais barato, são 50 centavos. Mas mesmo assim, a prática não é aprovada por quem precisa utilizar o serviço. “É uma situação muito errada, porque já que é uma situação de banheiro público isso tem que ser mantido pelo Estado ou pelo Município. Se fosse uma empresa particular aí sim, mas como é público, não deveria ser pago”, comentou o empresário Jairo Paulino.

Outro local em que a situação é parecida é o Terminal Urbano. Assim como na rodoviária e no mercado Elias Mansour, as pessoas que trabalham nesses espaços não pagam para utilizar os banheiros. Mas os usuários do local, não tem a mesma garantia. “Acho que não era pra pagar não. Se pagasse 50 centavos estava certo, mas um tanto desse aí? Pesa”, disse a auxiliar de serviços gerais Maria de Nazaré.

Já do lado de fora do Terminal, os camelôs se sentem bem prejudicados. Eles têm um desconto e pagam metade do valor cobrado. Ainda assim, garantem que a taxa, no fim do mês, pesa no orçamento familiar. “Tem que pagar. Tudo que sai de centavinho em centavinho pesa no bolso” comentou a camelô Joyce Mendes.

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