Política

Combate às queimadas é pauta na Câmara de Rio Branco

Audiência Pública reune gestores para debater sobre queimadas

Gestores se reuniram nesta sexta-feira (17) em uma audiência pública na Câmara Municipal de Rio Branco para discutir sobre as queimadas. O período em que ocorrem as queimadas urbanas, este ano ainda não teve início, mas o assunto já começa a ser debatido.

No ano passado entre os meses de maio e junho foi registrado um aumento de quase 300% nos focos de queimadas em Rio Branco. De junho a julho, 600 incêndios urbanos foram registrados. A média de ocorrências, ainda no início do mês seis, era de nove chamadas, mas esse número saltou para 35 em menos de 30 dias.

“Queremos comunicar para as autoridades que nós vereadores estamos fiscalizando e estamos de olho fazendo o nosso papel. A população pode ficar tranquila que não vamos descuidar nenhum pouco porque precisamos estar atentos”, disse o presidente da Câmara, Antônio Morais.

A proposta da audiência pública "Queimadas urbanas em Rio Branco" partiu da vereadora Elzinha Mendonça (PDT). A ideia é envolver os gestores para debater a questão e buscar alternativas que reduzam as ocorrências desse tipo de incêndio.

“Nós trouxemos essa discussão para Câmara Municipal para que possamos debater, não vamos resolver o problema, mas nós precisamos provocar para que busquemos juntas, todas as autoridades e a população, soluções, para minimizar esse problema”, falou a vereadora.

Representantes de vários órgãos e secretarias, como do Meio Ambiente, Defesa Civil, Bombeiros, Universidade Federal do Acre (UFAC) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) foram convidados para entenderem que é necessário combater as queimadas.

“A prefeitura sempre no mês de abril já faz o plano de prevenção e combate às queimadas e nós já estamos trabalhando esses temas com as escolas, com as comunidades para começar a incentivar antes de ocorrer”, ressaltou a Secretária Municipal de Meio Ambiente, Paola Daniel.

“É muito importante que todos nós se envolvamos nesse combate porque é uma situação muito grave. Nós temos 4 mil mortes relacionadas a queimadas todos os anos no Brasil”, concluiu o Major Cláudio Falcão.