Domingo, 22 de Setembro de 2019
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Política

Gladson Cameli responde a pressão

Governador está surpreso com os comentários

Um festival de desentendimentos. É dessa forma que está sendo definido o primeiro semestre da gestão Gladson Cameli. No último fim de semana, mais um capítulo da série "confronto" foi traçado. Dessa vez envolvendo a deputada federal Mara Rocha (PSDB). Mara teria cobrado publicamente a saída do secretário estadual de Agricultura.

Além do pedido de demissão do secretário Paulo Wadt, a deputada teria ameaçado deixar a base do governo na Câmara Federal. Atitude considerada grosseira pelo governador e que teria deixado Gladson Cameli bastante insatisfeito.

Depois de participar de um programa de rádio, o governador falou sobre o assunto. Ele se disse surpreso pelos comentários e pela postura da deputada. Cameli confirmou ter conversado com Mara Rocha dias antes e que todos os assuntos de interesse dos dois estariam, teoricamente, acertados, mas, em reposta ao comportamento precipitado da deputada, o governador diz que não vai ser intimidado nem pressionado por, absolutamente, ninguém. E completa: quem quiser sair, que saia.

“Eu cobrei uma posição oficial do partido para saber se a posição da deputada era aquilo que chegou para mim. Agora eu não posso e nem vou levar o meu foco para essas “insatisfações ou satisfações”, o que eu vou é governar e quem quer me ajudar a governar, a dar uma resposta a altura a nossa população, eu estou pronto, o meu foco é exclusivamente esse”, disse o Governador.

A dúvida passou a ser então se esse mal-entendido iria refletir no relacionamento entre governador e vice-governador, já que Maj. Rocha é irmão da deputada federal Mara Rocha. Gladson Cameli foi objetivo ao afirmar que as ações da deputada nada têm a ver com o vice e que a confiança e parceria entre o major Rocha e ele permanecem inabaladas.

“Tudo continua do mesmo jeito porque está dando certo, quando eu toquei no assunto da segurança foi porque disseram que a segurança não é da cota deles, então já que não é da cota deles é da minha porque eu sou o governador, não só a segurança como todas as outras, porque quem nomeia é o governador e a caneta é minha”, explicou Cameli.

E nesse mesmo fim de semana, teve outro episódio da série "confronto". O governador teria anunciado certo descontentamento com os deputados estaduais do MDB. Gladson Cameli citou que dos três parlamentares que atuam na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), apenas um estaria, de forma efetiva, apoiando o governo.

O líder do MDB na Aleac, o deputado Roberto Duarte, questionou o que seria "apoiar" o governo, já que dos 16 projetos enviados à Assembleia, o partido foi favorável a todos. Para Duarte, existe uma diferença clara entre apoiar o que está certo e questionar o que está errado. E o deputado foi além. Contou que foi o próprio governador quem pediu para que ele fosse um crítico sincero quando percebesse que algo estava errado ou que não daria muito certo.

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