Política

Comunidades Terapêuticas é pauta na Assembleia Legislativa

Representantes falaram um pouco sobre os seus trabalhos

Durante sessão realizada na manhã desta quinta-feira (27), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), parlamentares se reuniram para discutir sobre as atividades realizadas pelas casas terapêuticas. A proposta partiu do deputado estadual Fagner Calegário (PV).

“Haja vista que na data de ontem nós protocolamos o projeto de lei para criação de um fundo estadual, um conselho estadual sobre drogas também e protocolamos um projeto de lei sobre as políticas estaduais de combate as drogas que o nosso estado não tinha nenhum desses projetos”, disse o deputado.

Durante a sessão, os representantes das casas terapêuticas tiveram a oportunidade de falar um pouco sobre o tipo de trabalho que realizam e aproveitaram a oportunidade para cobrar um pouco mais de atenção a esse tipo de obra.

“O grande objetivo é a gente ser reconhecido, ser visto, mostrar a nossa dificuldade no qual estamos passando”, falou o representante da Associação de parentes e amigos dos Dependentes Químicos (Apadeq), Antônio Balica

“Nós estamos aqui para falar para as nossas autoridades, para a população acreana que as comunidades terapêuticas estão disponíveis para atender, receber, para tratar, para fazer o trabalho de reinserção social, mas que para isso nós precisamos de apoio”, explicou a representante da comunidade terapêutica Gileade, Maria Magri.

Vanessa Costa é coordenadora da Cades, que é a Central de Articulação das Entidades de Saúde do Acre. Ela conta que das 31 instituições ligadas à entidade, 12 são comunidades terapêuticas. As dificuldades enfrentadas por essas pessoas não são nada fáceis. Falta apoio, estrutura, equipe e, principalmente, dinheiro.

“Dentro da Secretaria de Saúde (Sesacre) foi feito uma reunião com a Central de Articulação das Entidades de Saúde (Cades) visando que seria assinado o convênio a partir de julho, é o que estamos aguardando, as comunidades terapêuticas não tem condições de continuar ajudando o estado sem o apoio governamental”, ressaltou a coordenadora do Cades, Vanessa Costa.

E para quem não acredita que o trabalho realizado por esses espaços realmente é importante, seu Paulo Mota é a prova de que estão enganados. Ele foi usuário de droga dos 9 aos 26 anos. O vício era tão forte que levou ele até a roubar as coisas de dentro da própria casa. Até o momento que ele percebeu que era preciso tomar uma atitude e mudava de vida.

“Eu acho que tudo está na força do querer porque se realmente quisermos a gente consegue porque eu sou a prova disso, não consegui ficar em casa, no começo não aceitei o tratamento, mas depois eu realmente quis, fui e consegui e venho tentando porque não é fácil. A dependência química para gente vencer tem que ter força e muita fé em Deus”, concluiu o ex-dependente químico, Paulo Mota.