Domingo, 22 de Setembro de 2019
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Política

Denúncia: Amac pode se tornar alvo de investigações

Pagamento para servidora que não atua mais é uma das acusações

A Associação dos Municípios do Acre (AMAC) está prestes a se tornar alvo de uma série de investigações. A associação foi denunciada a órgãos de fiscalização e controle, como Tribunal de Contas da União, Ministério Público Federal e Polícia Federal.

No conteúdo das denúncias, dois assuntos importantes. O primeiro seria o pagamento em duplicidade de uma servidora que não atua mais na associação e o segundo, envolve acusações de perseguição e assédio.

Odicleia Câmara, ex-servidora da AMAC e atual presidente da Fundação de Tecnologia do Acre (Funtac), é citada por estar recebendo, normalmente pela AMAC, desde janeiro, quando foi nomeada para a Fundação de Tecnologia. A denúncia aponta que ela já teria recebido, de forma irregular, mais de R$ 51 mil da Associação dos Municípios do Acre.

O outro caso envolve Márcio Neri, coordenador da AMAC e sobrinho da prefeitura de Rio Branco e presidente da AMAC, Socorro Neri. Ele é apontado de tráfico de influência e de autorizar pagamentos indevidos a pessoas que não possuem, ou pelo menos não deveriam possuir, nenhuma ligação ou serviço com a associação.

Um áudio, apontado como sendo a voz de Márcio Neri, mostra parte de duas ligações feitas pelo coordenador, onde ele faz ameaças caso os pagamentos para municípios que não fazem parte da Amac não sejam realizados.

“É a última vez que eu trato direto contigo, eu estou apagando o teu contato e eu não estou gostando dessa maneira de citar as coisas aí... Enquanto eu for coordenador eu mando e tu faz porque tu é funcionária e se ela soltar alguma coisa aí, você como gerente do escritório, eu estou lhe solicitando que você me comunique e se eu souber que ela está fazendo alguma coisa e você não me comunicou e eu ficar sabendo, aí nós vamos ter um problema nós dois...”, disse supostamente Márcio Neri no áudio.

Para entender melhor sobre as denúncias que foram feitas a equipe da TV Gazeta buscou a Associação dos Municípios do Acre, mas foram informados que todos os integrantes da diretoria estavam em uma reunião e que ninguém poderia falar sobre o assunto.

A denúncia já mobilizou, inclusive, alguns vereadores da Capital. Emerson Jarude aponta o caso como situação absurdamente grave, visto que o Amac é mantida por meio de um fundo de participação dos municípios, que gira em torno de, aproximadamente, R$ 6 milhões por ano. Somente Rio Branco faz o repasse de cerca de R$ 1 milhão. Jarude ressalta que, apesar da Amac ser uma entidade privada, é gerida por recursos públicos e, justamente por isso, a câmara dos vereadores precisa, sim, investigar o que está acontecendo por trás dessas denúncias.

“Através das denúncias que nós verificamos aqui, o sobrinho da prefeita Socorro Neri, tem uma empresa chamada Network e essa empresa está fazendo serviços semelhantes ao da Amac, coagindo os funcionários da Amac a trabalhar para ele e o que nós vamos fazer enquanto vereador e a participação da Câmara Municipal é pedir os devidos esclarecimentos, nós temos alguns instrumentos como a CPI, também a convocação da prefeita Socorro Neri, que hoje é presidente da Amac e o coordenador da Amac é o seu sobrinho, portanto, precisamos dar os devido esclarecimentos para a população dessa quantia que está sendo utilizada para fins particulares”, concluiu o vereador, Emerson Jarude.

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