Política

Secretária de saúde fala sobre os rumos da saúde no estado

Comissão da Aleac chamou a secretária para uma conversa

Há cerca de 45 dias no cargo, a secretária de Saúde Mônica Machado já começa a ser cobrada por resultados práticos. A comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), a fim de conhecer mais de perto as propostas, decisões e ações que a secretária tem tomado, oficializou um convite para que ela fosse, na casa, falar sobre os rumos da saúde no estado.

O convite foi aceito e questionamentos sobre concurso público definitivo, municipalização das UPA´s e aquisição de remédios e insumos foram questionados.

A sala de reunião ficou pequena para tantas pessoas que queriam acompanhar a conversa. O presidente da comissão de Saúde da Aleac, o deputado José Bestene, do PP, foi quem coordenou a reunião. “Foram abordados vários assuntos, várias perguntas e é evidente que ela está apenas há 45 dias a frente da gestão e a gente espera, que na verdade, com esse conhecimento que ela tem sobre a gestão e como médica ela possa implementar no dia a dia. Eu acho que o fundamental é ela ter vindo e as coisas terem ocorrido dentro de uma transparência”, disse o deputado.

Um a um, cada deputado presente fazia questionamentos. Edvaldo Magalhães queria saber qual era o modelo de política adotado pela atual gestão. Já Roberto Duarte propôs um estudo para transformar a Fundação Hospitalar em hospital universitário. Cadmiel mostrou interesse em viabilizar mutirões de Saúde utilizando a mão de obra de médicos residentes.

“Ela conseguiu responder muita das perguntas que nós fizemos, outras questões que de repente não tem com o resolver imediatamente, ela também não conseguiu dar resposta. Esperamos que daqui mais algum tempo se possa ter remédios nas unidades, possa ter servidores trabalhando adequadamente e o pró-saúde possa estar resolvido”, falou o deputado estadual (PCdoB), Jenilson Leite.

Também participaram representantes do Conselho Regional de Medicina (CRM) e de sindicatos. Deles, a cobrança estava relacionada à terceirização dos serviços. Respondendo um a um, a secretária também abordou outros assuntos. Mônica Machado falou sobre o interesse em manter os trabalhadores do pró-saúde, sobre referenciar os atendimentos no pronto-socorro e investir em tecnologia para manter o controle sobre todas as ações realizadas dentro da secretaria. A questão da municipalização das UPA´s, que tem sido bastante discutida nos últimos dias, foi esclarecida pela secretária.

“Nós estamos fazendo gestão dentro do Sistema Único de Saúde (SUS) e o SUS dita que as UPA’s são municipais e nós estamos na contramão disso. Nós somos o único que estado que a UPA é do município, não existe interesse do governo estadual em passar para frente e se livrar da UPA, não é isso, é fazer o fluxo do SUS acontecer corretamente”, explicou a secretária.

Ela também falou sobre a falta de remédios e como o processo para a aquisição de medicamentos e insumos deve ser realizado. “Nós trabalhamos mediante licitação e tem um decreto que abre para compra direta e emergencialmente nós vamos fazer isso, não podemos é desassistir e nem desabastecer deixando o paciente com risco de morte”.

Mônica Machado termina a visita afirmando que a base de um trabalho começa com servidores de qualidade e que ela pretende fazer com que na secretaria, todos sejam concursados de forma efetiva.

“Nós precisamos ter dinheiro para fazer concurso, eu não estou dentro da Sesacre só, eu estou dentro do estado e eu preciso ser liberada para poder fazer concurso, se o concurso não vai sair agora, imediatamente, vai sair mediatamente”, concluiu Mônica Machado.