Política

Aluguel de jatinho também repercute na Câmara

Sessão de quinta marca retorno às atividades

Na Câmara de Vereadores de Rio Branco, uma sessão ordinária marcou a volta aos trabalhos. Foram 15 dias de recesso parlamentar. Agora, os vereadores se preparam para mais cinco meses de muito trabalho.

Assim como aconteceu na primeira sessão da Assembleia Legislativa do Acre, na Câmara o assunto homologação da licitação do aluguel do jatinho por parte do Governo do Estado, também não passou despercebido.

Situação e oposição argumentavam sobre a importância do contrato ou sobre a falta dela.

Emerson Jarude (sem partido) chegou, inclusive, a protocolar uma ação popular na Justiça a fim de anular a licitação do aluguel do jatinho, que poder chegar a custar aos cofres públicos, dentro do prazo de um ano mais de R$ 5 milhões. A decisão da 1ª Vara da Fazenda Pública de Rio Branco saiu na última segunda-feira e o pedido de liminar foi negado.

“Em Maués, no interior do Amazonas, nós tivemos um caso semelhante ao que está acontecendo aqui no Acre, em 2018, e lá o judiciário entendeu que é imoral essa contratação de jatinho e o Ministério Público também do Amazonas se manifestou dizendo que é imoral, e portanto, tanto a licitação quanto o contrato foram cancelados lá no Amazonas. Aqui o judiciário entendeu de maneira diferente, respeito, mas não concordo com a decisão”, disse Jarude.

Por outro lado, o vereador Marcos Luz (PMDB), acredita que o assunto não merece tanta atenção assim, e que a casa ao invés de discutir o assunto, deveria focar em questões mais relevantes. “A partir do momento que a gente vê pessoas importantes até pra sociedade se incomodando com coisa tão pequena, isso nos preocupa. Nós vamos, aqui na Câmara, defender debates grandes, agronegócio, segurança pública, saúde”.

O governador do Acre, Gladson Cameli, usou uma rede social para falar sobre o assunto e demonstrou não estar nada satisfeito com o posicionamento de alguns parlamentares.

“Eu não preciso e jamais eu iria alugar avião a custa do Estado para pagar as minhas viagens, tendo em vista, como todos sabem, que todas as viagens quando eu preciso fazer e que eu preciso de avião, eu tenho aonde recorrer, não aos cofres públicos. O que eu não vou permitir é quererem politizar uma situação. Vejo alguns nobres deputados indo para Tribuna e que tem seu legitimo dever de cobrar do Executivo, mas uns querendo fazer politicagem, vejam o edital para vocês verem a maldade e o que é a politicagem. Estou preocupado, sim!” Disse o governador.