Política

Governo quer desenvolver protocolo para atendimento de imigrantes

Cerca de 50 mil imigrantes foram registrados aqui no Acre

Entre os anos de 2010 e 2016, cerca de 50 mil imigrantes foram registrados aqui no Acre. O fluxo migratório é intenso e constante, mas esse número deve ser ainda maior, porque muitas pessoas passam pelo estado sem realizarem qualquer tipo de declaração.

As principais nacionalidades encontradas são de colombianos, venezuelanos, senegaleses e haitianos.

Na prática, os imigrantes e refugiados buscam a Secretaria de Assistência Social para conseguir regularizar a entrada deles no Brasil. Na maioria dos casos, essas pessoas não pretendem ficar no Acre, e o estado serve, apenas, como uma rota de entrada para outras regiões.

O problema é que o estado não suporta mais prestar, sozinho, todo o atendimento necessário para esses imigrantes e refugiados. A Secretaria de Assistência Social e dos Direitos Humanos presta o serviço que pode, mas nem sempre faz o máximo.

Entre as carências identificadas, a falta de um centro de referência para acolhimento. A ideia, então, é unir forças com os municípios para que, juntos, seja desenvolvido um protocolo para o atendimento e as responsabilidades passem a ser compartilhadas.

“Estamos em parceria com a prefeitura para que nós possamos criar um protocolo para que possamos entender de que forma o estado vai poder, de fato, receber essas pessoas que tanto precisam da ajuda do estado e, juntamente, com o Ministério Público, Ministério Federal, estamos organizando um encontro dia 26 em Brasileia, porta de entrada para os imigrantes, somos cidades fronteiriças e estamos tentando fechar um protocolo de atendimento e buscar uma solução”, concluiu a Secretaria de Assistência Social do Acre, Claire Cameli.