Domingo, 15 de Dezembro de 2019
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Política

MS acredita que vacina do HPV pode não ter perigo na dose

Pais dizem que vítimas começaram a ter sintomas após a vacina

Os integrantes do Ministério Público (MP), Governo do Estado, Prefeitura de Rio Branco, Ministério da Saúde (MP) e outras autoridades nacionais e internacionais se reuniram na manhã desta quinta-feira (28) no prédio do Ministério Público para esclarecer o assunto sobre a vacina do HPV e os sintomas apresentados.

O evento contou com a participação, por videoconferência, dos médicos da Universidade de São Paulo (USP), que avaliaram cerca de 12 meninas acreanas que apresentaram reações logo após tomar a vacina.

Os pais dessas adolescentes, revoltados por não terem sido convidadas para essa reunião, os protestavam do lado de fora. “Já que a USP está participando dessa reunião o mínimo era uma das 12 mães estarem presentes para verificar o diagnóstico”, disse a mãe de uma paciente, Bruna Lita.

Essas famílias alegam que essas meninas e meninos apresentaram sintomas como crises convulsivas, sangramento nasal, perda de movimentos, depressão, além de outros problemas de saúde, logo após tomar a vacina.

Na reunião, os médicos da USP informaram que os exames realizados apontaram um diagnóstico, a Crise Não Epiléptica Psicogênica (Cenep). “Não são de natureza biológica entre a vacina e essa doença. A vacina, no entanto, foi um gatilho para o desencadeamento dos sintomas nos quais os pacientes já eram vulneráveis”, afirmou o médico da USP, Renato luiz Marchetti.

Diante disso, o Ministério da Saúde explica que a vacina pode apenas ter desencadeado esses sintomas, mas que não é a causa deles, e por isso, acredita que não há perigo na dose. “Esse diagnóstico é importante, mas não está relacionado especificamente com a vacina do HPV, foi relacionado ao ato de vacinação propriamente dito, mas não com a vacina, então, é segura e pode ser liberada para as crianças e para os adolescentes”, ressaltou o representante do Ministério da Sáude, Julio Croda.

A representante da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), explica que mais de 300 milhões de doses da vacina contra o HPV já foram aplicadas no mundo. Casos semelhantes a esses do Acre já foram registrados em outros países, mas mesmo assim, a OPAS disse que não há relação entre os sintomas apresentados e a vacina.

“Nossa região nos Estados Unidos desde 2006 é sistematicamente aplicada e também como no Brasil aplicada em meninos e meninas. A Europa, praticamente, inteira também já aplica essa vacina, e nós temos um exemplo muito bem sucedido na Austrália que foi um dos primeiros países a introduzir em 2006 e que tem feito estudos sistemáticos mostrando que está diminuindo o câncer cervico uterino”, explicou a representante da OPAS, Maria Tereza Oliveira.

O estado já recebeu 82 notificações de pacientes nessas condições. Com o diagnóstico dado pelos médicos, o foco agora é realizar um tratamento voltado ao Cenep. “No início não tínhamos diagnóstico nenhum, mas elas estavam sofrendo com isso e nós precisávamos chegar a algum diagnostico, então, essa equipe foi montada, esse fluxo inicial foi feito até se chegar em um diagnóstico, não quer dizer que agora elas não vão ser acompanhadas até porque agora elas precisam ser tratadas”, falou a representante da Sesacre, Paula Mariano.

O Ministério Público deve continuar acompanhando essas informações. “ O Ministério da Saúde se fez presente juntamente com a Organização Pan-Americana de Saúde e com as Secretarias de Saúde dos municípios e do estado nós proporemos as definições dos fluxos de atendimentos para o possível amparo”, concluiu o promotor de justiça do MP/AC, Gláucio Oshiro.

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