Pouco público, terremoto e campeão

Final do Campeonato estadual 2021. De um lado o tradicional Rio Branco, maior campeão acreano, do outro a equipe do Humaitá, fundada em 2003, mas que só iniciou a participação em competições oficiais em 2015…uma dúzia de anos depois…motivos? Cabe uma pesquisa mais aprofundada. A equipe do interior, por vencer o segundo jogo, entrou em campo precisando de um empate para faturar o título pela primeira vez. Ainda aconteceu um tremor de terra no final do tempo normal. O epicentro do abalo foi na região oeste do Peru, mas felizmente por nossas bandas nada de grave aconteceu, eu mesmo nada percebi e acredito que nenhum dos jogadores em campo também não, mas quem estava nos lugares mais altos do estádio relatou que sentiu o chão tremer, mesmo que de forma bem leve.

Dentro das quatro linhas o jogo seguiu bem pegado, com as duas melhores equipes da competição, cada uma atuando conforme o que melhor lhe favorecia. Fora dele, com a autorização de torcida na final, esperava-se um público relativamente alto na Arena da Floresta, mas não foi isso que se viu. Apenas 247 pagantes, ou testemunhas, compareceram ao tão importante evento. Alguns disseram que por conta de tanta burocracia as pessoas se desmotivaram em ir ao jogo, pois tinham que se cadastrar no site do Governo, estar com as duas doses da vacina contra a covid-19 em dia ou apresentar um exame negativo de contaminação, além de pagar pelo ingresso, que em sua versão inteira custava R$ 20,00.

Na verdade o futebol acreano ainda não chega a empolgar o suficiente para que as pessoas se motivem a sair de suas casas para assistir a uma partida de futebol no estádio. Acredito que isso ainda vai demorar algum tempo para acontecer. O desempenho das equipes não tem sido muito elevado quando precisamos medir forças fora de nossos domínios. Neste ano duas equipes representaram o estado, o Galvez e o Atlético-AC. O Imperador conseguiu passar para a segunda fase, porém foi eliminado no primeiro confronto da etapa seguinte. Já o Galo foi o lanterna no grupo em que estava na fase de grupos e não conseguiu avançar na competição.

No ano de 2022 teremos uma nova chance para apresentar um melhor resultado, com dois participantes diferentes dos que nos representaram em 2021. O Campeão Rio Branco e o vice Humaitá. Vamos esperar como vai ser o planejamento das equipes para essas competições e se vamos finalmente conseguir avançar de série e por lá permanecer. Só o futuro nos dirá.

Levando em consideração que nas quatro categorias do Campeonato Brasileiro que são disputadas anualmente, a região norte aparece na série D com seu maior percentual de participação com 15%, na C tem 10% do número total de participantes, na C aparecemos com 5% e na série A o norte não tem nenhum representante. Diante destes números ficamos a nos perguntar o que falta para uma melhor representatividade. Será a falta de apoio das instituições públicas, ou então uma melhor qualificação dos profissionais que trabalham na área, até mesmo os da imprensa? Parece-me que cada um de nós tem um pouco de participação nesse resultado. Nos cabe então, tentar melhorar a cada dia e corrigindo nossos erros, fazer cada vez melhor o que nos é proposto.

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