Amor de eleição acaba na apuração

Tenho uma velha máxima que remonta às eleições de 2014: amor de eleição acaba na apuração. No mundo atual o amor não é só líquido, ele é quase rarefeito. E em tempos de eleição é que a fragilidade do amor ao próximo, ao vizinho, ao colega de trabalho, ao patrão e ao irmão fica ainda mais frágil e vai sempre depender das ideias ou candidatos que se defende.

Vivemos em um mundo onde o desrespeito é cada vez mais presente no dia a dia, independente do período eleitoral, onde o cotidiano é um eterno pugilismo e a sala de casa ou do trabalho, mas parece um octógono que um espaço de convivência. Daí porque brigar por política, por candidatos que nem sabem da nossa existência, para além de uma perda de tempo absoluta, é tão desnecessário, mas tão comum entre nós, que às vezes dá vontade de fazer a bela adormecida e só voltar à vida depois do segundo turno, quando tudo já estiver definido.

E em um estado pequeno como o Acre, com nove candidatos ao Senado, e sete candidatos ao governo do Estado e uma infinidade de candidatos a deputado federal e estadual, é difícil se distanciar do pleito, já que quase todo mundo se conhece. E mesmo que você não conheça o candidato, a proximidade é tamanha que a gente tem o político como alguém da “família”.

E muitos são realmente da família, o que amplifica ainda mais a discussão e a confusão. Apesar disso, se puder, evite a bola dividida. Dois de outubro está bem perto. Não vale a pena perder amigos, ficar “intrigado” com parente por causa de política e, muito menos de candidato a presidente, governador, senador.

Por isso, repito; amigo (a), não se iluda, amor de eleição acaba na apuração. Já a confusão gerada pelas brigas entre familiares e amigos por causa do voto, em alguns casos dura uma vida inteira. Então, tanto quanto possível, evite o desgaste eleitoral. Já nos basta a TPE (Tensão Pré-Eleitoral), que dura exatos 45 dias, diante da incerteza sobre o sucesso do seu candidato, seja proporcional ou majoritário.

Que Deus nos ajude a vencer esse setembro em que estamos com os nervos à flor da pele. Já nos basta o fumacê para incomodar o cotidiano.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

*