Chicago P.D: série policial que merecia um maior prestígio

Hoje eu tomei a liberdade de invadir a coluna dos Estagiários e dar uma pequena contribuição. Espero que vocês não se importem… A série é tão emocionante que até mesmo com meus spoilers eu não vou revelar tanta coisa assim. JURO!

Chicago PD é uma série de estadunidense criada e produzida por Dick Wolf, criador da famosa franquia Law and Order. A série, na verdade, é um spin-off – em português seria algo como uma obra derivada ou história derivada de outra, uma coisa nova que surgiu a partir de outra – da atual série da NBC Chicago Fire, e envolve a Polícia de Chicago.

A história acontece no distrito 21 da Chicago Police Department, por isso o nome da série é Chicago P.D., a abreviação do nome, que em português significa Departamento de Polícia de Chicago.

O distrito é divido por dois grupos de operações: a patrulha, composta por policiais fardados que realizam patrulhas diariamente pela cidade, e pela Unidade de Inteligência, composta por oficiais e detetives que investigam e combatem os maiores crimes.

A série foca bem mais nas atividades da Unidade de Inteligência, que é liderada pelo sargento Hank Voight, um dos personagens mais controversos das série. Em geral, ou você ama ou você odeia o Voight. Particularmente, não consigo imaginar alguém odiando esse homem.

O sargento acaba sendo bem problemático por ter seu próprio senso de justiça, além de estar sempre disposto a contornar a lei, dando um jeitinho bem brasileiro, seja para proteger as pessoas que ele gosta ou para fazer o que acha ser o certo. O personagem é um chefe bem rígido e exigente, mas que faz tudo para proteger seu time.

Um ponto interessante que a série mostra no Voight é que ele negocia com os ditos “bandidos”. Se fosse uma situação real, acredito que ele seria um policial corrupto, porque, no caso específico dele, é como se os fins justificassem os meios.

Um dos episódios que mais me marcou é quando ele recebe dinheiro de propina. Fiquei completamente indignada rs, mas em nenhum momento ele ficou com o dinheiro pra ele. Na verdade ele usou o dinheiro “sujo” para retirar jovens menores de idade do mundo do crime.

A série sempre tocou em assuntos delicados, como crimes sexuais, pedofilia, seriais killers, e as piores atrocidades que se puder imaginar. Mas, nas últimas temporadas têm tido um quê maior de consciência social. Existem, por exemplo, episódios exclusivos dedicados a tratar sobre o racismo que existe dentro da polícia estadunidense, e como isso afeta não só os mais pobres, mas os policiais de dentro da corporação. Esses episódios são arrepiantes, inclusive.

Também existem episódios que trazem o machismo como uma questão não só das vítimas dos casos, mas dentro do Departamento de Polícia. Muitas vezes é o machismo do jeito que a maioria de nós, mulheres, conhece. Velado. Disfarçado. Mas, que está ali, presente e sempre existindo.

Temos ainda personagens apaixonantes. Por serem lindos fisicamente e como pessoas, um beijo Jay Halstead, ou por serem pessoas simplesmente incríveis – Kevin Atwater a resposta pra você vai ser sempre SIM!

Outra característica marcante são os crossovers – quando um ou mais personagens de séries ou filmes distintos se cruzam em um episódio ou filme. Em toda temporada eles acontecem, e mais de uma vez. E são SEMPRE bons episódios. Além da Chicago Fire, que conta a história de um grupamento de bombeiros, também existe a Chicago MED, sobre um hospital famoso da cidade, e a Chicago Justice, que é a junção de todas essas séries em uma nova.

Muitas vezes os episódios se cruzam, e um caso começa na polícia e segue com os bombeiros e os médicos, por exemplo. Acontece ainda de um episódio começar na Chicago P.D. e só terminar na Chicago Fire. Além disso, os personagens das séries acabam se cruzando em todas as séries, muitos deles são amigos ou parentes, o que acaba permitindo a presença deles em outras séries.

Mas..

Se eu pudesse deixar uma dica para quem vai assistir seria, não se apegue aos personagens. Ao longo da série vão surgindo pessoas novas e existe uma rotatividade relativamente grande. A atual temporada – a 9 – conta com cinco dos dez personagens que na 1 temporada faziam parte dos protagonistas. E ocorrem essas mudanças por diversos motivos, e elas não são ruins, deixam a série boa. Mas, é ruim ver seu personagem favorito fora da série, por exemplo.

Assistir Chicago P.D. me deixou muito curiosa para conhecer a cidade de Chicago. Em geral, não sou grande fã dos Estados Unidos como país e como local turístico, mas a cidade é realmente linda e tem um clima que me agrada demais. Um dia, quem sabe, coloco meus pés por lá…

No Brasil, é possível assistir a série nas plataformas da GloboPlay e na Amazon Prime.

Enfim, amo essa série com todo meu amor.

Pâmela Freitas é jornalista formada pela Ufac, pós-graduanda em Jornalismo Digital pela Unyleya e repórter no site Agazeta.net

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