Conheça “O Homem Invisível”, um filme de terror com crítica social no catálogo da Netflix

O diretor fez com que o terror de sua produção tivesse origem em medos reais, como relacionamentos abusivos

Uma mulher está correndo para salvar a própria vida. Assim começa “O Homem Invisível” (2020), quando Cecília Kass (Elisabeth Moss) foge do marido abusivo, um magnata da tecnologia, e um tempo depois descobre que ele cometeu suicídio. Coisas estranhas começam a acontecer e ela jura que ele não está morto. “Ele é um líder mundial no campo da óptica, eu sei que ele poderia fazer isso. Ele não morreu, eu só não consigo vê-lo”.

O filme teve o lançamento em 2020 e é dirigido por Leigh Whannell, com classificação indicativa para maiores de 14 anos. O diretor fez com que o terror de sua produção tivesse origem em medos reais, como relacionamentos abusivos. O que é possível ver nitidamente no comportamento de Cecília, o medo constante e os closes nas expressões da atriz tornam tudo mais real.

Agora, vamos ao que interessa, saber mais da história (se prepara para a chuva de spoilers). É importante lembrar que em nenhum momento nossa protagonista é mostrada em uma situação abusiva de seu passado. Ela descreve brevemente o que passou para a irmã e o amigo, e o comportamento dela é mais que suficiente para notar todos os traumas deixados.

Quando Cecília foge de Adrian durante a madrugada, sua irmã Emily vai buscar ela de carro na estrada. O primeiro susto vem quando Adrian, marido de Cecília aparece na porta do carro e quebra o vidro, agindo agressivamente e mandando ela sair.Cecília manda a irmã acelerar e elas conseguem fugir do alcance dele.

Nossa protagonista é levada para a casa do seu amigo James, e a filha dele Sidney. Cecília, depois de anos sendo abusada psicológica e fisicamente, não consegue nem sequer sair na porta de casa sem “travar”, com medo do marido encontrá-la.

Alguns dias depois, a irmã de Cecília vai visitá-la e leva a noticia de que Adrian cometeu suicídio. Cecília então tenta levar uma vida normal, sua primeira vitória é conseguir buscar o jornal fora de casa sem sentir medo. Porém, tudo começa a desandar (de novo) quando ela presencia acontecimentos que só ela percebe. Pistas deixadas que são coisas que o marido faria, para impor medo e terror na protagonista.

Todos acham que ela só está aterrorizada pelos anos sendo abusada. Mas ela sabe, ela sabe que é ele. A questão é: como provar isso? Como se livrar? Deixo aqui algumas falas de Cecília Kass, para você entender um pouco melhor a personagem e assistir ao filme, que está disponível na Amazon Prime e Netflix.

“Uma noite eu estava sentada pensado como deixar o Adrian, eu estava planejando tudo na minha cabeça, e ele estava me encarando. E sem dizer uma única palavra, ele disse que eu nunca deixaria ele, que pra onde eu fosse ele me encontraria. Que ele chegaria perto de mim, e eu não conseguiria vê-lo, mas que ele me deixaria um sinal, pra que eu soubesse que ele estava lá”

“Ele sempre tinha um controle total de tudo, inclusive de mim, ele controlava minha aparência, o que eu vestia, o que eu comia”

“Na noite em que eu fui embora, droguei ele com isso (mostra o frasco de remédio), mas eu perdi o frasco naquela noite, e de alguma maneira ele voltou pra mim”

Cecília Kass é uma mulher forte que luta até o fim por respostas e para provar que Adrian está vivo. E de uma coisa tem certeza, ela vai descobrir tudo, mesmo que ninguém acredite nela.

Contei um pouco da história e enchi você de spoiler, mas deixei muitos detalhes de fora e o filme é realmente interessante, então…se for assistir, marque nossa rede social do instagram @agazeta.net e o meu instagram pessoal @amandawonderr . Caso tenha criticas, sugestões, dicas e etc, pode me mandar um email amandasilvaoliveira875@gmail.com

Amanda Oliveira é aluna de Jornalismo na Universidade Federal do Acre e estagiária na Tv Gazeta, no site Agazeta.net

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