Nova Gossip Girl precisa deixar à ética e a moral de lado

Ao contrário da série original, somos apresentados à diversidade no elenco

A série Gossip Girl foi um marco na minha vida, adorava acompanhar as intrigas e os dramas do Upper East Side de Manhattan, me despedi da série em sua última temporada com um gosto de quero mais. Anos depois fui recompensada, será que fui mesmo?

O reboot de Gossip Girl estreou neste mês na HBO MAX, a trama se passa na mesmíssima escola, em uma Nova York, pós-pandemia. Ao contrário da série original, somos apresentados à diversidade no elenco, as protagonistas que serão o novo algo favorito da fofoqueira mais famosa do Upper East Side, são negras. Julien a abelha rainha e a irmã recém-chegada, Zoya.

Zoya e Julien (Foto: divulgação)

O famoso romance de Blair e Chuck também aparece no reboot, mas com uma cara nova, ao que tudo indica o romance do casal passado será vivenciado por um trisal nessa trama.

Ao contrário da série original que deixou os fãs criando diversas teorias sobre quem seria a garota do blog, no primeiro episódio é revelado a identidade da fofoqueira.

A professora Kate Keller se motiva junto com outros professores a espalhar as fofocas em uma tentativa de controlar seus alunos estupidamente ricos, inspirados pelas ações de Dan Humphrey que no passado expunha todos os segredos dos ricos de Manhattan, inclusive de sua namorada, Serena.

Kate Keller a nova fofoqueira de Manhattan. (Foto: divulgação)

E é exatamente isso que falta na nova Gossip Girl, deixar à ética e a moral de lado. Dan Humphrey não hesitava em divulgar os segredos e fofocas do seu grupo de amigos, o que tornava a série extremamente interessante. Kate Keller, no entanto, é levada por sentimentos e questões éticas no que diz respeito às fofocas de seus alunos. Se ela continuar assim, a série está fadada ao fracasso.

No entanto, a narrativa parece apresentar pontos interessantes que valem a pena ser conferidos para matar a saudade de Gossip Girl.

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