Há um silêncio incômodo no ninho tucano. Para alguns dirigentes partidários, o nome da apresentadora Mara Rocha, apresentado como possível composição a vice na chapa de Gladson Cameli ao Governo do Acre, não foi discutido internamente.

Bicos fechados

Há um silêncio incômodo no ninho tucano. Para alguns dirigentes partidários, o nome da apresentadora Mara Rocha, apresentado como possível composição a vice na chapa de Gladson Cameli ao Governo do Acre, não foi discutido internamente. Nada se debateu.

Nomes

Um dos dirigentes, inclusive, é incisivo na defesa em “se obedecer ao rito”. Diz a fonte tucana: “Nós temos outros nomes. Nós temos outros nomes!”, repete, enfático, querendo demonstrar alguma indignação.

Dia D

O rito de “apresentação de nomes” vai ser cumprido no Democratas. Dia 25 (na próxima sexta-feira), o partido oferece como pré-candidato a vice na chapa de Gladson Cameli o deputado federal Alan Rick que, formaliza entrada no partido trazendo, nos cálculo dele, 500 novos militantes. Além do nome de Alan para compor a chapa majoritária, o Democratas apresenta Tião Bocalom para a Câmara Federal. Haverá festa, mas nem todos devem rir como gostaria.

Riso de Tião

Bocalom sentiu que a lógica na oposição é “em mesa com pouco pirão, o meu bocado primeiro”: há até pouco tempo, cantava em versos e prosa que seria candidato ao Senado. Com os humores em Brasília mudando de tom acenando com a possibilidade de Rodrigo Maia engrossar o pescoço por lá, chegou-se a especular que Bocalom até poderia ousar voos mais altos por aqui. Agora, que se contente com a Câmara Federal. E que peleje bastante porque os apoios serão moeda rara.

Rocha

O deputado Wherles Rocha tem conseguido ser uma unanimidade perigosa entre os pares da oposição: todos lhe têm antipatia. E não é mimimi de gente miúda, não. O Major deveria aproveitar a disposição que tem para o trabalho e entender que é parte do “trabalho” de um parlamentar a busca de consensos, de juntar partes desafetas, de unir e não espatifar.

Rota Solimões

Chega a ser constrangedora a agenda de um general do Exército em audiência com o governador Tião Viana fazendo balanço de varreduras em presídios. Para o Governo do Estado, só sorrisos: só há ganhos. Mas, para uma instituição como o Exército… procurar celular, facas e revólveres debaixo de colchão de prisões… é a falência total. Enquanto isso, a Rota Solimões se consolidando na mão de uma poderosa facção do país.

Rota Solimões II

Aproximadamente mil homens integram o Exército no Acre. É pouco. É pouquíssimo. Os comandos fazem o que é possível. Mas, acima do comando há a presidência da República que não apenas não entende a Amazônia. Ela nunca se esforçou para entender. E isso não exclusividade de Temer. Outros tantos foram assim. Os melhores quadros das Forças Armadas deveriam estar aqui na fronteira. Ao contrário: para o oficialato, é perceptível nas falas informais um certo desprezo por estar aqui no Acre.

Luz

O leitor que puder passar em frente ao 7º Batalhão de Engenharia e Construção durante a noite vai poder conferir o constrangimento a que o Governo Federal submete a tropa. As luzes apagadas (exceção à guarita) para diminuir gastos.

Perseguição X pinico

Na Prefeitura de Rio Branco, os “fatores políticos” estão fazendo com que até os funcionários efetivos sejam incomodados. Caso o sujeito tenha alguma distante ligação com parlamentares de oposição, a ordem é fazer o desgraçado “pedir pinico”. Mas, claro, tudo dentro da lei.

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