O secretário geral do DEM arrasou com a candidatura de Gladson Cameli, baseada nos votos do Juruá. Segundo Frank Lima, a soma dos votos dos municípios do Juruá é menor que a soma dos votos da Baixada da Sobral.

Arrombada

Sena Madureira é a cidade mais comentada do interior do Acre. Infelizmente, a pequena cidade é mais lembrada pela violência que por outra coisa. Neste final de semana, até a Defensoria Pública foi arrombada.

Condecorado

O secretário de Estado de Segurança, Emylson Farias, confirma o ditado que santo de casa não faz milagre. Foi condecorado na Bolívia pela luta que trava contra as facções criminosas. O que será que os bolivianos veem que os acrianos não conseguem enxergar?

Bem na foto

Sérgio Petecão, a despeito de não ter muita coisa a apresentar em termos de realizações de mandato e apesar de se posicionar firmemente em favor das reformas do Temer, leva uma vantagem sobre os outros candidatos: fala a língua do povo, enquanto Jorge Viana quer impor um reconhecimento pelos feitos passados e Ney Amorim não sai do gabinete.

Medo ou…

Bravata do senador Gladson Cameli (PP), que só sai candidato com o consenso das oposições, mais parece cena de menino buchudo batendo o pé, sem nenhuma intenção de cumprir. O problema é que essas cenas e desencontros estão conseguindo realizar o impossível: detonar a campanha de Gladson ao governo.

Blefe

Que os partidos de oposição não suportam o senador Gladson Cameli (PP), não é segredo. Que os outros partidos de oposição temem uma administração Gladson Cameli, que seria uma pá de cal nas pretensões deles para outras eleições, também é fato amplamente comentado. Todos sabem que a cola que os une em torno de Gladson está longe de ter relação com projetos de desenvolvimento.

Arrasou

O secretário geral do DEM arrasou com a candidatura de Gladson Cameli, baseada nos votos do Juruá. Segundo Frank Lima, a soma dos votos dos municípios do Juruá é menor que a soma dos votos da Baixada da Sobral.

Alternativa

Mas, convenhamos, o DEM também não pode levar assim a ferro e fogo, porque a candidatura Alan Rick… peraí! Essa candidatura de Alan Rick ao Governo do Estado é pra valer?

Diplomacia

Alan Rick vai ter que abusar da diplomacia. Para encabeçar chapa pelo DEM vai ter que passar por cima das pretensões de Bocalom, uma das lideranças com maiores rejeições em qualquer pesquisa que se faça. Ocorre que o DEM, no Acre, é comandado por Bocalom. N. Lima bem sabe disso.

Quase simplório

Aliás, N. Lima, que entregou a carta de desfiliação neste fim de semana, saiu chutando o balde. Sem nenhum “tato político”, reclamou que o partido já sabia das pretensões dele para se candidatar à Câmara Federal e, mesmo assim, o partido optou por Alan. Ocorre que, até onde se especula, Alan Rick, apesar de ter gostado do parlamento, mira o Palácio Rio Branco, na primeira cadeira.

Já?

Produtores rurais do município de Sena Madureira querem o voto deles de volta. Apostaram em Mazinho Serafim. Em campanha, Mazinho prometeu uma terra de leite e mel e a realidade atual é que os produtores rurais não estão podendo nem retirar a produção.

Calma

Longe está a coluna de querer fazer defesa de um ou outro político. Mas, em relação ao fato de o Palácio Rio Branco ter ignorado a presença do ministro da Saúde, é preciso se avaliar com algum critério. Não se pode exigir do governador Tião Viana uma postura republicana que nenhuma liderança da oposição tem ou teria em situação semelhante. É preciso avaliar o contexto político nacional que, mesmo sem querer, contamina a política paroquial.

Calma II

Já vai longe o tempo em que a presença de um ministro de Estado no Acre exigia de toda equipe de governo atenção especial. Era um outro cenário, um outro contexto. A corda está puxada e tensa. E o ministro, com quatro mandatos de deputado federal no currículo, uma passagem por uma secretaria de Estado, soube dar o tom à altura: não gostou do que viu no Huerb, foi informado de outras obras inacabadas, prometeu auditoria e responsabilização dos autores dos atrasos.

Age errado?

O ministro age errado em anunciar esse rigor? Não. Qual cidadão não quer ver punido os responsáveis pelo atraso em obras públicas, gastos inadequados etc etc? O ministro acerta. Age dentro do que lhe exige a função. Mas, por outro lado, o ministro age de forma neutra, sem nenhum interesse político? Claro que não. É o jogo. E Tião Viana, nesse setor, também tem lá as suas estratégias. Sabe jogar.

Contraponto

Tanto Tião Viana sabe jogar que se antecipou. Já sabia que a corda iria ficar mais tensa. Chamou coletiva para passar um recado entre uma linha e outra: “enquanto o Governo Federal usa politicamente os ministérios, nós, do Acre, criamos sistemas para zerar filas de cirurgias”. Uma postura tecnicamente irretocável, mas também age politicamente. Faz parte.

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