O senador Gladson Cameli (PP) ainda não passa de um pré-candidato ao Governo do Estado, mas, já tem uma base de sustentação na Assembleia Legislativa. Nessa composição, o deputado Nicolau Júnior atende pela liderança.

Como o diabo gosta

Sessão de quinta-feira na Assembleia Legislativa estava do jeito que o diabo gosta. Com a base governista desfalcada, porque a maioria estava em Cruzeiro do Sul para uma plenária do PT, a oposição dançou sem os lobos.

Base

O senador Gladson Cameli (PP) ainda não passa de um pré-candidato ao Governo do Estado, mas, já tem uma base de sustentação na Assembleia Legislativa. Nessa composição, o deputado Nicolau Júnior atende pela liderança de Gladson.

Líder

O líder de Gladson na Assembleia Legislativa, Nicolau Júnior, ocupa a tribuna várias vezes por sessão, pede apartes, faz o diabo. Mas, em todas cita o nome do senador Gladson. Fidelidade canina.

Filiação

O deputado federal Alan Rick, eleito pelo PRB, se filiou ao DEM, na noite de quinta-feira. Enquanto ele assinava a ficha de filiação, o único vereador do Democratas na capital, N. Lima, preparava a desfiliação.

Candidatura

Alan Rick foi convidado por Gladson Cameli para ser vice-governador. Gladson disse- “Você quer ser vice-governador”? e… esqueceu a conversa. Em seguida, fez a mesma pergunta para a empresária Charlene Lima do PTB e para o Zé das Couves e para a Maria das Lagartas e a fará para tantos quantos ele encontrar pelo caminho.

Governador

Esse anúncio da candidatura de Alan Rick ao Governo do Estado, nem de longe se trata de uma candidatura alternativa. Ela só serve mesmo para barganhar a tão disputada vice-governança em possível composição de chapa com Cameli. Frise-se o “possível”.

De olho

Mas, os partidos de oposição não são burros. Eles perceberam a jogada do PP, que não está abrindo para nenhum outro partido. E, apesar das críticas ao modo petista de agir, o PP reproduz direitinho essa cartilha. Ou seja, os outros partidos só servem mesmo para carregar o piano.

Uber

A Prefeitura de Rio Branco apresentou o que ela entende, do ponto de vista da Legislação, a respeito do aplicativo Uber. O leitor precisa atentar que a Prefeitura de Rio Branco não “proíbe” o Uber. Ela não tem essa legitimidade. Quem “proíbe” ou “permite” é a Justiça. É ela quem tem autoridade para isso.

Uber II

O que a Procuradoria do Município de Rio Branco fez foi apresentar os argumentos jurídicos para o que se entende sobre o serviço. Com esse entendimento, a RBTrans vai sair canetando e apreendendo veículo Uber a torto e a direito. Isso é uma questão legal, mas conta apenas uma parte da história.

Uma coisa…

Uma coisa é a questão legal. Outra é a questão política. O prefeito Marcus Alexandre sabe que o uso do aplicativo Uber é um caminho sem volta. A empresa deve entrar, a partir do parecer a procuradoria, com um pedido de liminar na Justiça para garantir a operação na Capital. É a maneira jurídica que encontrou enquanto o Congresso não regulamenta o serviço.

… outra coisa

Com isso, o prefeito e o diretor-presidente da RBTrans, Gabriel Forneck ficam “de bem” com os taxistas. É o jogo óbvio. Não se sabe dizer se eficaz. De um jeito ou de outro, os taxistas seguem sendo manobrados.

A questão

A questão matemática que entorta neurônio tem relação com a viabilidade do Uber no Acre. Com a gasolina mais cara do país, compensa mesmo Uber aqui? Quem entende de transporte argumenta que a ociosidade é um fator muito pesado nos custos. Ou seja, Uber ou taxis parado é caro. Então, o remédio é estar circulando (com passageiro, claro). Dessa forma, há possibilidade de algum lucro. A coluna torce para que todos tenham êxito, Uber e taxi. Melhor sobretudo para quem gosta de “tomar umas limonadas” e não gosta de ser o “motorista da rodada”.

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