Quatro seguranças armados pelejando contra um vendedor em frente aos três filhos e à esposa não há justificativa que dê jeito.

Bem mandado

O deputado Chagas Romão (PMDB) antecipou na sessão de quarta feira, o protesto dos professores do ensino integral da capital. Cansado de ver a bancada governista bater no Glorioso, que é como chama o PMDB, Chagas Romão ligou para o ex-prefeito de Cruzeiro do Sul, Wagner Sales (PMDB), que orientou o deputado a desviar o foco das atenções para a questão dos professores. Chagas obedeceu.

Estarrecedor

Assim os deputados definiram o desabafo dos professores do ensino de tempo integral, que afirmaram precisar negociar com as facções dentro das escolas, para poder trabalhar.

Estarrecedor II

Ouvir de alunos de 14 e 15 anos de idade, que querem seguir a “profissão” de traficante ou de prostituta. As confissões dos professores que informaram também casos de alunos que fazem carreirinha e cheiram cocaína com as canetas dentro das salas de aula, desafiando os professores.

Estarrecedor III

Ter uma geração assim, sem perspectiva de futuro e a total falta de policiamento nas escolas. Os deputados Jenilson Lópes (PCdoB); Antonio Pedro (DEM); Jairo Carvalho (PSD); Jesus Sérgio (PDT) e Nelson Sales (PV), que ouviram o desabafo dos professores, perderam a inocência em relação a essas questões, nesta quinta feira.

Estarrecedor IV

Não menos estarrecedor é a realização (ou desperdício de tempo), de uma sessão para criar uma tal de Frente Parlamentar de Defesa da Engenharia, enquanto os problemas se acumulam no Estado e nada têm a ver com engenharia.

Falta de preparo

O que aconteceu na Assembleia Legislativa nesta quinta feira, quando um cidadão foi espancado pela segurança da casa na frente dos filhos e da esposa grávida, evidencia a truculência da repressão da estrutura de Estado contra o cidadão. Quanto mais pobre, menos respeito há.

Gol

O prefeito Marcus Alexandre marcou um gol de placa ao abandonar o plenário e ir ao encontro do ambulante que estava sendo espancado. O prefeito deu um jeito de resolver o problema e não deixou margem às críticas.

Até mesmo…

Mesmo por que o motivo da crítica tinha, de fato, uma ação da prefeitura mal conduzida.

Aleac excludente

Vez por outra ocorre episódio semelhante na Aleac. Não se trata de vitimizar o vendedor que cobrava o direito de trabalhar: a Assembleia Legislativa é um espaço público e, sobretudo por isso, precisa ter ordem.

Aleac excludente II

O que espanta é a falta de correção na abordagem. Quatro seguranças (alguns armados, o que já rende outra discussão a respeito da pertinência desse instrumento ali naquela espaço) pelejando contra um vendedor em frente aos três filhos e à esposa não há justificativa que dê jeito.

Nem adianta

E nem adianta o presidente da Casa vir a público dizer “erramos”. Isso é óbvio. A falta de sintonia é total.

Dai a César

O deputado Luiz Gonzaga procurou os senadores do Acre para tratar da falta de verba para a obra da BR 364, logo depois de confirmar com o diretor nacional do DNIT, que a verba disponível é de R$ 100 milhões a menos que o orçamento da obra. Decepcionou-se com os dois de oposição e teve que reconhecer que o único a tratar dessa questão com a responsabilidade que a função confere, é o senador Jorge Viana (PT).

Lição

Bem que os fatos ocorridos nesta quinta feira na Assembleia Legislativa do Acre, poderiam servir de lição para que os deputados parassem de desperdiçar o tempo com essas inúteis e sonolentas sessões solenes. Afinal, enquanto homenageavam engenheiros no plenário, o pau cantava no lombo de um trabalhador na galeria da casa e os professores gritavam a falta de segurança policial nas escolas onde as facções estão dominando.

Inútil

Comissão de Sindicância fez a entrega do relatório sobre a investigação na Maternidade Bárbara Heliodora. Surpreso? Todo mundo ficou. Porque o conteúdo desse relatório já foi divulgado inúmeras vezes em todos os veículos de comunicação. Assembleia Legislativa do Acre parece estar se especializando em enxugar gelo.

Sem comando

Aos poucos, as fragilidades na condução dos trabalhos da Aleac vão sendo expostas.

Sugestões, críticas e informações quentinhasdaredacao@gmail.com

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