Sexualidade em Pauta

Ah, o amor… Amor? Será mesmo?

Hoje queria levantar um questionamento e falar sobre um assunto que gosto muito! Vamos falar de amor? Mas mais precisamente: vamos falar sobre “amor romântico”?

Para falarmos sobre isso é preciso que a gente coloque algumas das nossas crenças em cheque, que estejamos dispostos a cutucar algumas feridas e, talvez, até rever alguns conceitos.

O amor romântico é aquela história de “alma gêmea”, sabe? Que existe sim uma pessoa certa pra você, que os dois se tornarão um só e que todas nossas necessidades serão satisfeitas, que nenhum dos dois nunca mais se interessará por outra pessoa. O amor romântico também prega a fusão entre os indivíduos, colocando nas mãos do outro a nossa felicidade, o que seria o contrário de uma relação saudável.

Ele acontece quando a gente conhece alguém e cria expectativas a respeito dela e é justamente por essa ideia que nos apaixonamos, não pela pessoa em si. Nesse processo, acabamos atribuindo ao outro características de personalidade que ele não possui de verdade, mas que idealizamos que ele teria. Daí é claro que na convivência não é possível manter essa idealização e é quando tentamos mudar o
outro, normalmente sem sucesso, acarretando problemas para relação e a alimentando a crença – muito da sua limitante – de que se o outro não muda por você é porque não te ama e não era a “pessoa certa”.

Tudo isso nos prende a expectativa de achar essa tal pessoa na próxima vez, entende? Nos colocando numa posição de eterna procura e insatisfação. Sempre buscando algo que nunca será encontrado simplesmente porque não existe.

Inclusive, mesmo que a gente não perceba, estamos sob a constante influência de filmes, músicas e comerciais que falam desse tipo de amor, até mesmo nas histórias infantis onde a princesa só é feliz quando encontra o príncipe encantando e é salva por ele, nos ensinando de forma inconsciente que é esse amor que deveríamos cultivar, que apenas ter um relacionamento nos torna felizes, que precisamos de uma metade da laranja para nos sentirmos completos.

Então quer dizer que o amor não existe? Mas é claro que existe! O sentimos todos os dias, vivemos com ele! Só é importante questionarmos certos conceitos preestabelecidos para que possamos viver esse amor da melhor forma. É justamente por isso que é essencial investir em autoconhecimento.

O amor é lindo sim, romance é ótimo, mas pra uma relação ser saudável ela precisa ser real e isso só é possível se estivermos dispostos a conhecer a nós mesmos e tivermos consciência dos nossos quereres.

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