Me rendi aos leitores digitais durante a pandemia…

Demorei um pouco para cair em tentação e comprar um leitor digital pra mim. Eu tinha curiosidade, e vontade, mas nesse meio tempo surgiram vários questionamentos, como: eu me acostumaria com ele? gostaria de usar pra ler? ficaria com a mão cansada ao segurar? forçaria os olhos? acharia um bom investimento? conseguiria livros mais em conta? Pensei e repensei em tudo isso antes de comprar, logo no começo da pandemia da covid-19.

Antecipo que isso não é um publi post, até queria realmente que alguém me pagasse para falar sobre livros e leituras rs, mas isso ainda não ocorre. Minha intenção é realmente compartilhar a minha experiência pessoal. Para começar, acho importante explicar o que são os leitores digitais, ou e-readers em inglês, já que nem todas as pessoas são familiarizados com o termo e com o objeto em si.

O leitor de livros digitais é um pequeno aparelho – similar a um tablet, só que geralmente um pouco menor – que tem como função principal, e quase que exclusiva, mostrar em uma tela, para leitura, o conteúdo de livros digitais e outros tipos de mídia digital, como PDF, por exemplo.

Existem diversos tipos de leitores digitais no mercado e de empresas diferentes. Escolhi o kindle, e-reader da empresa Amazon, uma das mais populares atualmente. Peguei a versão mais simples e barata, o kindle 10geração. O aparelho é simples, leve e aparenta ser robusto. Escolhi na cor preta, mas existe a opção em branco também.

Antecipo que não me arrependi da compra, pelo contrário. Sinto que consigo retomar o hábito da leitura com mais facilidade e em circunstâncias que, em geral, eu não estaria com um livro físico à mão. Por ser pequeno e leve, é fácil carregar na bolsa, e segundo a fabricante, a versão de 8 GB – a menor, e a que eu comprei – “é suficiente para levar consigo mais de mil livros”. Ou seja, você pode carregar centenas de títulos de uma vez só, acho esse um grande diferencial se compararmos os livros físicos com os e-readers.

Um ponto alto dos leitores, e que eu só descobri depois que comprei um, é que você não precisa comprar e-books para ler neles. Além de existir milhares de títulos completos disponíveis de forma gratuita, e legal, na internet, você consegue converter aquivos PDF e word e encaminhar para o seu leitor. No caso do que eu uso, em todo aparelho kindle é necessário que você crie uma conta para usar, e com isso é gerado um e-mail para esse dispositivo. Então, do seu e-mail pessoal para o e-mail do kindle você pode enviar textos, livros, artigos e qualquer documento de leitura, e ler pelo kindle normalmente.

Confesso que o tipo de leitura que eu não uso o meu leitor digital de forma nenhuma é para textos em PDFs acadêmicos. Nesse tipo específico de leitura eu não consegui me habituar o kindle. Nesse caso, prefiro a folha de papel, onde eu posso rabiscar com lápis e caneta. Apesar de que os e-readers permitam fazer destaques, similares aos de marca texto, por exemplo, e ainda escrever comentários ou adicionar informações ao longo da leitura. O que torna bem próximo da leitura em folha de papel.

Com isso, entro em um ponto que acho importante mencionar. Não acho que o leitor digital simule uma folha de papel, como ele afirma fazer na descrição do produto, entretanto, não acho que isso seja um ponto negativo. A leitura é realmente diferente da leitura em papel, mas não é similar aos tablets, por exemplo. Além de você poder controlar a iluminação e o tamanho das letras, para o que se ajustar melhor ao seu gosto, a tela é fosca e com baixo nível de brilho, o que torna a leitura bem agradável, pelo menos para mim.

Em geral, considero os leitores digitais uma boa aquisição. Não abri mão dos livros físicos, ainda compro e leio, mas consegui conciliar o melhor das duas formas de leitura. Carrego sempre meu kindle na bolsa, e quando preciso esperar por algo ou alguém aproveito para colocar a leitura em dia. Em casa leio os livros físicos, para não precisar carregar pesos desnecessários no dia-a-dia, e não abrir mão de ter livros de papel por perto.

Vocês podem mandar críticas, sugestões e mensagens pelo e-mail freitas.pamelarocha@gmail.com

Pâmela Freitas é jornalista formada pela Ufac, pós-graduanda em Jornalismo Digital pela Unyleya, e repórter no site Agazeta.net

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