Domingo, 20 de Setembro de 2020
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No Acre, Justiça permitiu que criança fosse para um novo lar

Menor de idade estava acolhida no Educandário Santa Margaria

Uma das etapas que antecedem a adoção é o estágio de convivência. Nesta sexta-feira, 22, uma professora de Rio Branco iniciou essa fase com uma criança de um ano e quatro meses, que estava acolhida no Educandário Santa Margarida. Se a adaptação ocorrer da forma esperada, em breve elas serão oficialmente mãe e filha.

A criança era recém-nascida quando foi encaminhada pelo Conselho Tutelar, em janeiro de 2019. A partir de então, ela passou a estar sob medida de proteção, estabelecida pelo Juízo da 2ª Vara da Infância e Juventude de Rio Branco.

De acordo com os autos do processo, durante o período de acolhimento um suposto pai se manifestou com a intenção de reconhecer a criança como filha. Contudo, pairava dúvida sobre a paternidade. Por isso, foi necessária a realização de exame de DNA. O resultado foi negativo e assim, o homem perdeu interesse em estabelecer contato.

O juiz de Direito José Wagner, titular da unidade judiciária, esclareceu que segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a prioridade é a manutenção da criança em sua família de origem. Então, como surgiu um suposto pai interessado, esta foi a prioridade no trâmite processual. “Cabe a Justiça defender os interesses da criança e protegê-la integralmente”, destacou o magistrado.

Com o desfecho desse episódio, o processo de destituição familiar foi concluído e a criança disponibilizada para adoção. Foi assim que a professora recebeu a ligação da assistente social com a notícia mais aguardada em sua vida.

A decisão de adotar uma criança representa um amadurecimento pessoal, segundo narra a pretendente. Ela conta que quando obteve informações de como são os procedimentos para a adoção, passou dois anos com os papéis na gaveta. “Eu pensei que eu ia preencher o formulário e ia ficar com esperança em algo que não ia dar certo. Até que eu criei coragem”, diz.

Hoje, ela possui hoje 44 anos de idade. Depois de se inscrever no Cadastro Nacional de Adoção, foram outros dois anos de espera. “Eu fui casada e meu ex-marido já tinha dois filhos e não queria ter mais. Depois da separação, tive certeza que o sonho de ter um filho me pertencia. Agora estou muito realizada com minha princesa em casa”, compartilhou.

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