Acre apresenta 3ª maior taxa de desocupação no mês de maio

IBGE aponta que 37 mil pessoas perderam o emprego 

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta semana dados referentes à Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Penad) Covid-19. A pesquisa trás dados relacionados ao período de pandemia no Brasil.

De acordo com os números, em maio deste ano, fase inicial da pandemia no país, entre os 258 mil trabalhadores acreanos, 70 mil estavam afastados, ou seja, 27,13%. Destes, 25 mil estavam sem remuneração.

A pesquisa apontou também que dos 258 mil trabalhadores do Acre, 83 mil tiveram a carga horária de trabalho reduzida. Outros 17 mil exerceram atividades remotas, o chamado home office.

A analista de marketing, Hellen Diane Monteiro foi uma dessas pessoas que viu a rotina alterada devido a pandemia de Covid-19. “A mudança foi bem difícil, porque eu tinha uma rotina de trabalho e o meu trabalho também estava muito ligado ao comércio aberto. Então tive que me reinventar para fazer um marketing totalmente digital e menos presencial”.

Além de ter o horário de trabalho reduzido, ela passou a atuar em home office. “Pra mim as dificuldades foram que agora você não tem mais contato com os seus colegas de trabalho, não tem aquele momento do almoço pra conversar com quem você via diariamente, e isso faz com que você sinta que toda hora, quando está em casa, está trabalhando. Agora, meu trabalho fica ao lado da minha cama.” Mas também existe o lado bom, “geralmente a gente não precisa se arrumar pra trabalhar, estar com o cabelo arrumado e nem maquiada, acho que esse é o principal pró pra mim”, concluiu.

Economia afetada

Ainda segundo a pesquisa, no período do levantamento, 37 mil pessoas acabaram perdendo o emprego, ou seja, uma taxa de desocupação de 12,8%, a terceira maior taxa no mês de maio em todo o país.

Com a alta na taxa de desemprego, o Acre apresentou outro número bastante elevado, o dos que recorreram ao auxilio emergencial, 50,4% receberam o benefício no estado.