Acreana fica "presa" por cinco meses na Itália durante pandemia

"Tinha muito medo de adoecer sozinha em outro país", conta

A acreana Evillym Dara mora em Londres há cerca de oito meses, e em janeiro deste ano precisou ir até o sul da Itália, na cidade de Brindisi, para organizar documentos pessoais da sua solicitação de dupla cidadania, porém foi surpreendida pela pandemia do novo coronavírus.

"Já estava na Itália há pouco mais de um mês quando a assessoria nos informou que todo o país estava parando aos poucos. Foi tudo muito rápido com relação ao vírus. Em menos de duas semanas após o primeiro alerta a Itália parou totalmente, inclusive entrada e saída do país", conta Evillym.

Com isso, a acreana precisou ficar na Itália sozinha por cinco meses, longe da mãe e do marido, que estavam em Londres. "Eu tinha muito medo de adoecer por estar sozinha em outro país. Era desesperador saber que os hospitais estavam cheios e sem vagas. A experiência foi louca", destaca.

Evillym só pode retornar para casa em meados de junho, quando o número de casos já haviam diminuído e o país não estava mais em situação de alerta, por isso as fronteiras italianas foram reabertas.

"Tive todos os sentimentos possíveis na Itália, dias de desespero e dias de muita fé. Eu acreditava muito em um amanhecer melhor. Sem o apoio de toda minha família, em especial minha mãe e meu esposo, eu não teria conseguido, eles são sem dúvidas as pessoas mais importantes da minha vida", conclui.