Terça-Feira, 29 de Setembro de 2020
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“Aprendemos a ser filhos quando nos tornamos pais”

08-08-20-materia-especial-dia-dos-pais-foto-capaÍtalo Lopes é pai da pequena Cecília, de 3 anos e 7 meses

“Costumo dizer que eu nasci para ser pai, só fui pego de surpresa porque a Cecília não foi planejada”, conta o engenheiro civil e professor universitário, Ítalo Lopes, pai da pequena Cecília Oliveira Lopes, de 3 anos e 7 meses.

A filha é fruto de um relacionamento anterior de Ítalo, o que não o impediu de continuar sendo um pai participativo. “Eles são muito apegados, e a Ceci é louca pelo pai. Ele participa de tudo que a envolva, em todos os quesitos e detalhes da criação dela”, destaca Luíza Oliveira, mãe da Cecília.

“Durante a semana nós temos pelo menos três dias juntos fazendo de tudo um pouco: brincando, trabalhando, arrumando a casa e fazendo tarefa. Fazemos tudo juntos. Ela é muito participativa e comunicativa dentro do âmbito familiar”, afirma Lopes.

Entre as brincadeiras preferidas de pai e filha está pintar, seja com pincel, lápis de cor ou tinta guache. “Através dela eu descobri que gosto de pintar. Muitas vezes ela já terminou e vai fazer outra coisa, e eu continuo pintando. Ela também adora montar coisas e mexer com qualquer tipo de ferramenta”.

Ítalo lembra que quando soube que seria pai já se considerava preparado e responsável o suficiente, e que isso não mudou com o nascimento da filha, entretanto outras questões surgiram. “Por mais que as pessoas avisem que o exemplo é quem ensina, eu só consegui absorver isso de fato quando pude ver as minhas atitudes refletirem no comportamento da minha filha. E para ensinar pelo exemplo, preciso entender quem eu sou e como eu me sinto em relação a diversas situações do dia a dia”.

O pai conta ainda que a filha é muito carinhosa e extremamente atenta ao entorno dela. “Ela consegue perceber quando estamos tristes ou cansados e sempre se manifesta de alguma forma. Ela pergunta 'que carinha é essa?' quando me vê preocupado. Ela vive o presente com muita intensidade e isso acaba me fazendo ter mais atenção com o presente também”.

Ítalo participa da construção do amor próprio da filha, que mesmo pequena sabe que é amada do jeito que ela é. “É muito bonita a forma como ele se esforça constantemente pra que a Ceci se ame e se sinta representada. Compra bonecas que se pareçam com ela, lê histórias de personagens que se pareçam com ela, procura por princesas que pareçam com ela. Ele se esforça pra entender e faz o que pode, e isso reflete muito na forma como ela se sente, fica muito claro todo esse carinho e cuidado na forma como ela ama o pai”, conta Luíza.

“Agora, como pai, estou tendo a oportunidade de entender diversas situações que eu nem imaginava que os meus pais passaram enquanto me criaram. Certa vez ouvi que aprendemos a ser filhos quando nos tornamos pais, e acredito muito nisso. Hoje, tendo vivido e absorvido o que absorvi nestas experiências, consigo ver que de fato meus pais são super heróis, como eu os considerava quando criança, mas até mesmo os super heróis também falham. E está tudo bem”, finaliza Ítalo.

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