Domingo, 25 de Outubro de 2020
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Dia do doador de medula óssea é comemorado neste sábado

Data conscientiza pessoas para cadastro

O dia Mundial do Doador de Medula Óssea é celebrado no terceiro sábado de setembro, a data serve para conscientizar as pessoas de realizarem seu cadastro como doadoras. A doação da medula pode auxiliar e até mesmo salvar pacientes acometidos com doenças que levam a imunodeficiência, como a leucemia, por exemplo.

Atualmente, o número de doadores cadastrados no sistema é de 5,2 milhões de pessoas. De acordo com a coordenadora técnica do Redome, Danielli Oliveira, é importante para o país a manutenção do cadastro, porque a compatibilidade não é simples. Para se ter uma ideia, mesmo irmãos com o mesmo sangue têm uma chance de 25% de serem doadores no caso de medula óssea. Entre desconhecidos, a possibilidade vai para um caso a cada 100 mil.

"Por isso, consideramos importante a divulgação do Dia Mundial do Doador de Medula Óssea,não só para conscientizar outras pessoas para o cadastro, mas também para que os cadastrados mantenham os seus dados atualizados no sistema, diz a médica.

A médica hematologista ressaltou que as pessoas são cadastradas com as informações pessoais e também com os dados da compatibilidade. Para os transplantes de medula óssea, é necessário o registro do que se chama de HLA (sigla em inglês para o sistema antígeno leococitário humano). Esse exame é feito com uma amostra de sangue simples, como a colhida para fazer hemograma. Quando a compatibilidade é descoberta, o doador pode ser acionado com urgência.

Uma fração da medula óssea extraída de dentro de osso normalmente do quadril, o procedimento é feito com anestesia e de rápida recuperação, pode salvar pessoas acometidas de doenças que levam à imunodeficiências, como a leucemia.

"O número de doadores é o terceiro maior do mundo e ainda integramos uma rede global que permite que o sistema encontre compatibilidade em outros 58 países, com um total de 37 milhões de potenciais doadores", disse a médica.

A especialista explicou que durante o período de pandemia, toda a rede, incluindo os hemocentros, centros de transplantes, conseguiu manter o trabalho para promover a doação. "Mais de 100 pacientes foram beneficiados no período". O cadastro permanece ativo até os 60 anos de idade.

Para se tornar um doador basta procurar um hemocentro, no Acre, o Hemoacre, assinar um termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE), e preencher uma ficha com informações pessoais. Será retirada uma pequena quantidade de sangue (10ml) do candidato a doador. É necessário apresentar o documento de identidade.

O sangue será analisado por exame de histocompatibilidade (HLA), um teste de laboratório para identificar as características genéticas que vão ser cruzadas com os dados de pacientes que necessitam de transplantes para determinar a compatibilidade.

Os dados pessoais e o tipo de HLA serão incluídos no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME). Quando houver um paciente com possível compatibilidade, o doador será consultado para decidir quanto à doação. Por este motivo, é necessário manter os dados sempre atualizados.

Para seguir com o processo de doação serão necessários outros exames para confirmar a compatibilidade e uma avaliação clínica de saúde. Somente após todas estas etapas concluídas o doador poderá ser considerado apto e realizar a doação.

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