Quarta-Feira, 02 de Dezembro de 2020
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“Era uma vez no Seringal” é um romance de ficção

Livro é de autoria de Raimundo Ferreira ex-professor da Ufac

O livro é um romance de ficção todo ambientado nos seringais nativos, ele descreve com realismo as relações socioeconômicas entre patrões e os trabalhadores seringueiros e entre os próprios seringueiros.

A história também descreve a migração dos nordestinos para a região amazônica, as dificuldades enfrentadas nessa época que não conheciam a selva e tudo isso envolvido numa história com uma trama bem característica de como acontecia naquela época dos seringais nativos.

“Na verdade esse livro remonta um passado não muito distante dos habitantes da Amazônia, na época em que tudo girava em torno da produção da borracha e da castanha, evidenciando as atividades do extrativismo vegetal, em especial do Estado do Acre”, diz Raimundo Ferreira autor da obra.

Raimundo Ferreira tem origens no seringal, tendo inclusive cortado seringa até os 14 anos de idade, nos seringais do Novo Andirá e São Francisco do Iracema, antes de vir para cidade onde se formou, fez mestrado e um trabalho documentalista como professor da Universidade Federal do Acre (Ufac).

“Percebi no meu trabalho que os livros que descrevem situações e histórias sobre seringais nativos, não são muito realistas, ou seja, não contam a verdadeira história do homem no interior da floresta. Faltam muitas informações importantes, talvez por não conhecerem o próprio local, o ambiente da floresta”, declarou o escritor.

A partir disso Raimundo decidiu criar a história de “Era uma vez no Seringal” com riqueza em detalhes no enredo sobre as atividades que eram desenvolvidas na época, como as relações de trabalho, os mistérios da selva, os perigos que os seringueiros corriam e as relações de submissão do seringueiro para com o patrão.

O autor considera a experiência de escrever o livro como bem sucedida “nesse livro está grafado, além das minhas memórias, vivências, experiências, também está feito um registro importante para ajudar a contar a história dos seringais nativos da região amazônica e em especial no Acre”.

Apesar de ser um romance a obra não deixa de fazer um recorte na história e trazer até os dias atuais, as curiosidades, os mistérios e as relações sociais, um pouco da vida que era experimentada naqueles tempos.

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