Sexta-Feira, 23 de Abril de 2021
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O mundo parou, mas a bailarina continuou a rodar

Empresária conta como é enfrentar a pandemia do coronavírus

Em 2020 o mundo foi obrigado a parar devido a covid-19, todas as certezas se tornaram incertezas, todos os projetos e planos precisaram ser paralisados. A bailarina, professora e empresária Marselle Moreira precisou reinventar sua forma de trabalhar.

Com o início da pandemia, Marselle perdeu todo seu investimento feito no espaço para seu Studio de Artes Balancé. A elegância e graciosidade da dança foi interrompida, as sapatilhas precisaram ser penduradas, as cortinas do espetáculo não fecharam, mas a luz foi apagada.

“Perdemos cerca de R$ 10 mil, passamos um ano de portas fechadas, a maior preocupação foi como iríamos nos manter, eu e meu esposo vivíamos apenas com o dinheiro das aulas de dança”, conta.

Sobrecarregada, a professora buscou alternativas para manter o negócio com aulas online, mesmo não recebendo o retorno financeiro esperado com o espaço físico.

“Me senti muito sobrecarregada, porque tive que buscar forças em meio a todo caos para me reerguer e buscar alternativas para garantir nosso sustento. Foi e é uma jornada extremamente desgastante mentalmente. Tivemos que abrir mão de muitas coisas e buscar forças para continuar”, relata.

Marselle é uma empresária no ramo das artes, o auxílio do governo para artistas demorou a vir, o que deixou diversos artistas em uma complicada situação econômica. “Falando especificamente do ramo artístico, nossa importância raramente é reconhecida”.

Durante a pandemia do coronavírus a grande maioria das pessoas tiveram a experiência de viver sem perspectiva do que esperar para o próximo dia.

“Administrar um negócio durante a pandemia é mais que um desafio, você vive sem perspectiva, vive-se um dia de cada vez, sem saber o que será no dia seguinte. Enfrentamos muita inconstância, em todos os sentidos, isso me afeta diretamente. Imagine viver sem perspectiva de futuro, é assim que me sinto. Um dia podemos continuar com nossas atividades, no outro somos obrigados a improvisar alguma coisa que garanta nosso sustento. E nem sempre dá certo” relata.

Apesar do mundo estar “parado” de não haver certeza do amanhã, a empresária, professora e bailarina afirma que não irá desistir da arte. “Apesar de qualquer dificuldade vou continuar acreditando na arte, dedicando-me ao meu trabalho, meus estudos, e tentando manter o equilíbrio para viver esses dias turbulentos”, conclui.

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